[[legacy_image_319052]] O rebaixamento do Santos para a Série B do Campeonato Brasileiro foi o ápice de uma gestão desastrosa do presidente Andres Rueda no futebol. Eleito em dezembro de 2020 com expressivos 3.936 votos, número maior do que outros quatro candidatos somados, o empresário assumiu com a missão de recuperar o clube financeiramente, após gestões que deixaram dívidas e afetaram a credibilidade do Alvinegro no mercado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Com a proposta de apertar o cinto no primeiro ano de gestão, em 2021 o clube investiu em jogadores medianos e apostas. Os mais conhecidos eram o volante Camacho e os atacantes Léo Baptistão e Diego Tardelli. O volante é o único que permanece no elenco, mas com contrato até o final deste ano e poucas participações neste Brasileirão, deve ser um dos que sairão na barca do final de ano. Em campo, foi o início de um período de fracassos. Logo no primeiro mês da gestão, o Santos, ainda sob o comando do técnico Cuca e com o time herdado da gestão anterior, perdeu a final da Libertadores para o Palmeiras no dia 30 de janeiro de 2021, no Maracanã. Após o vice-campeonato, a equipe perdeu o treinador e alguns dos principais jogadores, como os zagueiros Lucas Veríssimo e Luan Peres. Apostando no argentino Ariel Holan, o primeiro dos dez técnicos da gestão, Rueda viu o treinador pedir o boné depois de ser ameaçado por torcedores pelo mau início no Paulistão. No Estadual, o time chegou à última rodada da primeira fase correndo o risco de ser rebaixado à Série A2. Em jogo tenso, no dia 9 de maio, em plena pandemia de covid-19, com a Vila Belmiro vazia, o Peixe se safou do vexame derrotando o São Bento por 2 a 0. Nas Copas do Brasil e Sul-Americana, que o clube não disputará em 2024, o time foi eliminado nas quartas de final para Atlhetico-PR e Libertad, do Paraguai, respectivamente. O mau desempenho no Estadual era um indício de que o clube sofreria no Brasileirão, campeonato que o time começou com Fernando Diniz e terminou com Fábio Carille. Sob o comando dele, o Peixe reagiu na reta final e conseguiu terminar a competição num digno décimo lugar. Mais vexames em 2022No Estadual de 2022, sob a batuta de Fabián Bustos, a equipe voltou a repetir o roteiro vexatório do ano anterior. Entrou em campo na última rodada, no dia 19 de março contra o Água Santa, precisando vencer para não ser rebaixado. Ganhou o jogo por 3 a 2, mas não avançou aos mata-matas. A passagem do técnico argentino acabou de forma melancólica com a eliminação nas oitavas de final da Copa Sul-Americana no dia 6 de julho, na Vila. Depois de empatar em 1 a 1 no tempo normal, o Peixe perdeu nos pênaltis para o modesto Deportivo Táchira, da Venezuela, por 4 a 2. A derrota causou confusão dentro e fora do estádio, com confronto entre torcedores e policiais nas imediações do estádio. Na Copa do Brasil, a equipe foi eliminada pelo Corinthians nas oitavas de final. No Brasileirão, com uma campanha oscilante, Lisca substituiu Bustos, mas dirigiu o time somente em oito jogos. Orlando Ribeiro, técnico do sub-20, assumiu interinamente a equipe e, entre altos e baixos, o Santos fechou o campeonato em 12º lugar. O que era ruim ficou piorOdair Hellmann assumiu o Santos em dezembro do ano passado, com tempo para fazer pré-temporada para 2023, mas sem dinheiro, ganhou poucos reforços. Com mais uma campanha ruim no Paulistão, o time foi eliminado pelo terceiro ano consecutivo na primeira fase, levando 3 a 0 do Ituano no último jogo. Na Copa do Brasil, nova eliminação nas oitavas de final, desta vez para o Bahia nos pênaltis. Na Sul-Americana, desempenho ainda pior: não passou da fase inicial. Com uma campanha irregular no Brasileirão, Hellmann foi demitido em junho e o time seguiu cambaleando com Paulo Turra e Diego Aguirre. Com o interino Marcelo Fernandes, o Santos reagiu com três vitórias no início do trabalho. Efetivado, o técnico não conseguiu dar padrão de jogo nem formar um time competitivo. A goleada por 7 a 1 para o Internacional, no dia 22 de outubro, parecia ter selado o destino do clube, mas a equipe ainda teve forças para se recuperar uma série invicta de sete jogos. Mas o gás e o curto repertório do elenco pouco qualificado se esgotou no momento mais crítico do Brasileirão. O baile diante do Fluminense na antepenúltima rodada, na Vila, e a derrota seguinte para o Athletico-PR, ambas por 3 a 0, eram sinais claros que a derrocada estava próxima. O universo, porém, conspirou a favor, pois os rivais diretos, Bahia e Vasco, também foram mal e chegaram à última rodada atrás do Peixe. Uma vitória simples sobre o Fortaleza evitaria a catástrofe, mas o burocrático e limitado time santista, reflexo da péssima gestão, não conseguiu fazer o básico. E o Santos vai em 2024, pela primeira vez em sua história, jogar a Série B.