Uma das broncas que sobraram para a atual gestão foi parte do pagamento pela compra do meia Cueva ( Ivan Storti/Santos FC ) O Santos divulgou na noite desta terça (23) que a atual gestão, iniciada em janeiro, quitou quase R\$ 90 milhões de dívidas de gestões anteriores nos primeiros seis meses de 2024. De acordo com informações passadas pela assessoria de imprensa do clube, foram mais de R\$ 34 milhões somente com pagamentos de ações de ex-profissionais e clubes na Fifa, que fizeram o Alvinegro ser punido com transfer ban. “Em razão de cobranças feitas pelo ex-treinador e membro da comissão técnica e clubes na Fifa, com aplicação até de transfer ban, medida administrativa que impede a realização de quaisquer transferências nacionais e internacionais, a gestão do presidente Marcelo Teixeira quitou mais de R\$ 34 milhões”, afirma o Santos, referindo-se às custas dos processos do técnico Fabián Bustos, o auxiliar Lucas Ochandorena e o Krasnodar, clube russo que vendeu o meia Cueva ao Santos, em 2019. O clube também cita outras dívidas herdadas de gestões anteriores, que envolviam direitos econômicos de jogadores, como Jean Lucas, Carabajal, Dodô, João Lucas, Joaquim e Vinicius Zanocelo. “No total, foram quitados R\$ 27.795.500,00. Paralelamente, também foram assumidas dívidas de empréstimos bancários feitos em administrações anteriores, exigindo pagamentos da ordem de R\$ 8 milhões. Ainda existem saldos a serem pagos”, garante a atual gestão. Acordos judiciais, com base em levantamentos feitos pelos setores financeiro e jurídico do clube, também implicaram no pagamento de cerca de R\$ 8,8 milhões. Outros R\$ 10,9 milhões relativos à quitação de folha de pagamento e direitos de imagem também teriam sido bancados por esta gestão. Recursos escassos O pagamento de débitos de gestões passadas, afirma o clube, comprometeu o orçamento de 2024, “que já muito difícil devido às antecipações de receita pela falta de competições, como Copa do Brasil, Libertadores ou Sul-americana, devido às péssimas campanhas nos campeonatos até 2023”. Apesar do déficit financeiro, a atual gestão listou como conquistas a montagem de um time competitivo, que chegou à final do Paulistão e se garantiu na Copa do Brasil 2025, quando “foram contratados 15 atletas, sem nenhum custo e investimento em aquisições de direitos federativos”. Segundo o clube, “na janela de exceção foram feitas apenas três aquisições: os laterais Hayner e Rodrigo Ferreira e o meia Patrick”.