O Santos de Pedro Caixinha deixou boa impressão na estreia do Paulistão 2025 (Reprodução X Santos FC) O Santos mostrou, no primeiro jogo do ano, um esboço do que pretende o técnico Pedro Caixinha ao longo da temporada. Tão importante quanto a suada vitória sobre o Mirassol, por 2 a 1, na estreia do Paulistão, na noite desta quinta (16), na Vila, foi o desempenho da equipe, que colocou em prática a filosofia de jogo do treinador. Satisfeito com a atuação, o português prometeu que os jogadores serão "animais de competição e orgulhosos de defender essa camisa". “Não foi uma vitória fácil. O Mirassol assumiu o jogo na segunda parte e dificultou. O primeiro tempo da equipe foi claramente a imagem do que queremos que o Santos represente. Não há agressividade sem risco. Situações menos coordenadas deixam a equipe exposta, vai acontecer mais vezes”, analisou Caixinha, valorizando o triunfo sobre um adversário que criou várias chances de gol e só não marcou, porque o goleiro Gabriel Brazão teve uma atuação de gala. O pouco tempo de pré-temporada, segundo o treinador, fez o time sentir os efeitos do desgaste físico na etapa final. Por isso, ele fez as cinco substituições para tentar manter o ritmo de marcação forte e rápidas incursões ao ataque. A troca de Soteldo por Leo Godoy, aos 10 minutos do segundo tempo, porém, não estava nos planos. Aconteceu porque o venezuelano sofreu uma entorse no tornozelo e foi para o vestiário se queixando de dores. “Pedimos que (Soteldo) fizesse um esforço por dez minutos. E deu assistências. Condicionou a primeira alteração. Depois, João Basso e Escobar saíram por estarem cansados, não queríamos lesão. Já tínhamos a quinta feita quando Gabriel (Brazão) se lesionou. Guilherme e JP Chermont também cansaram”, disse Caixinha. Destaque da partida, com defesas incríveis e difíceis, Brazão tranquilizou a torcida. “Começo de temporada, a gente ainda sente um pouco. Acaba que a gente, com os jogos, vai aprimorando a parte física, me sinto bem. Creio que foi só o cansaço”, disse o arqueiro, que participou da entrevista pós-jogo ao lado do técnico. A formação da estreia Trabalhando com o elenco há menos de duas semanas, Caixinha disse que a formação que iniciou o Estadual foi definida de acordo com as condições físicas dos jogadores. “Analisamos o grupo durante a semana, encontramos o que era o caminho. Aqueles jogadores que estavam em melhores condições de iniciar, tendo soluções para entrar. Alguns teriam de 45 a 60 minutos”. O treinador também explicou o desenho tático desenvolvido na formação que foi a campo. “Foi essencialmente para termos o Rincón na chance de ser o volante de saída. Escobar saída mais aberto, JP chegando mais à frente. Muito boas associações entre Soteldo e Guilherme. Lucas (Braga) mais centralizado entre jogo exterior e interior. Não tivemos chance de analisar o Mirassol. Analisamos o treinador (Eduardo Barroca)”. “Animais de competição” Com tão pouco tempo de trabalho e ainda aguardando outros reforços, Caixinha não quis projetar o que esperar do Santos na temporada. Mas uma coisa, segundo ele, o torcedor vai ver: um time que o represente. “Colocamos os três troféus das competições que vamos disputar. Vamos perder e ganhar, só podemos prometer que seremos animais de competição e orgulhosos de defender essa camisa, para que os torcedores se sintam representados. Isso que esperamos. Jogo a jogo”.