[[legacy_image_279996]] O domingo (9) tinha tudo para ser o da reconciliação do Santos com a vitória. Mas poderia ser menos dramático. Após chegar a abrir 3 a 1, o Peixe cedeu o empate ao Goiás, mas acabou vencendo por 4 a 3, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time comandado por Paulo Turra chegou a 16 pontos, em 13º lugar. A Vila Belmiro vazia e o tempo encoberto pareciam um cenário perfeito para um novo capítulo da via-crucis santista – era a segunda partida em casa sem torcida, sendo que a primeira foi contra o Flamengo, há duas semanas. Sandry e Lucas Braga foram as novidades. Do lado esmeraldino, a pressão pelas duas derrotas seguidas também era um fator preocupante. Na escalação, a estreia de Anderson pela ponta direita, somada à confiança em Diego Gonçalves e Palacios no ataque. “De todo esse contexto, o que mais falta é nosso torcedor em casa, fazendo pressão sobre o adversário .Não temos isso, fui contratado para reerguer o Santos, e esse processo que estamos fazendo. A gente sabe que não é num estalar de dedos, mas terá que ser num estalar de dedos e estamos preparados. Há muito comprometimento de todos. Como falei aos jogadores; vou dar os caminhos a vocês, com e sem a bola. Mas estamos confiantes”, discursava o treinador Paulo Turra, em entrevista ao Premiere, antes do jogo. Os primeiros minutos de jogo mostravam um Santos com disposição, com marcação alta. Do lado goiano, muitos toques e um aparente domínio, mas nada de efetividade. O silêncio da Vila Belmiro permitia ouvir melhor as instruções dos dois treinadores. Mas o primeiro chute a gol – torto – foi de Sander, do Goiás, aos 11 minutos. Numa pressão da saída de bola do time visitante, foi aberto o caminho para o gol do Santos. Bruno Melo erra e, após boa distribuição, a bola veio para Marcos Leonardo, que cortou e chutou no cantinho de Tadeu, abrindo o placar, pondo fim a um jejum de praticamente um mês - pelo Brasileirão, o último gol havia sido na terceira rodada, contra o América-MG. O gol acordou o Santos, que passou a se impor. Aos 26 minutos, um susto. Em cobrança de falta de Guilherme do lado direito, a bola raspou em Willian Oliveira e tocou a trave de João Paulo. Mas a sorte parecia do lado santista – e , em especial, de Marcos Leonardo. Aos 29, João Paulo mandou a bola para frente, chegando até João Lucas, que fez um cruzamento bem aproveitado pelo camisa 9, que escorou e mandou para as redes. As dores que o avante aparentava sentir logo foram esquecidas. Aos 33, o Goiás quase diminuiu, com Zé Ricardo, que chutou de longe. Mas a sorte é amiga de João Paulo: ele espalmou a bola, que bateu no travessão, voltou no goleiro e saiu. Até Lucas Lima, sumido em outras partidas, pareceu contagiado com o bom momento do time em campo, ao quase acertar, aos 36, uma bela virada, que passou raspando. Uma disputa entre Kevyson e Maguinho, pouco antes do arremate de Lucas Lima, foi revisada pelo VAR, e o árbitro Bruno Arleu de Araújo resolveu assinalar pênalti. Aos 39, Guilherme bateu no canto direito e fez o primeiro gol do esmeraldino. A partida voltava a ficar aberta. Aos 45, um rápido contra-ataque resultou no terceiro gol do Peixe. Após Marcos Leonardo vencer a dividida, Mendoza partiu do meio-campo e tocou na saída de Tadeu: 3 a 1. Houve tempo para uma bomba de João Lucas aos 48, defendida por Tadeu e uma cabeçada com perigo de Sander, aos 51 para o Goiás. Assim, o jogo foi para o intervalo. “Estamos fazendo um grande jogo. Foi uma semana digna, com comportamentos novos do treinador, que aplicamos no jogo. Foi mérito de todos, que correram, brigaram, marcaram. O primeiro gol tirou a pressão, deu um alívio. Dá para jogar um pouco mais leve”, disse Marcos Leonardo na saída para o intervalo. Segundo tempoO Goiás fez duas trocas na volta do intervalo. A ideia era ser mais ofensivo, com uma opção de referência na área (João Magno) e melhora no passe (Luís Oyama). Contava com a colaboração de erros de passe dos santistas, que proporcionavam perigosas chegadas e escanteios. Do lado do Peixe, uma certa acomodação. O risco da postura santista foi confirmado aos 15 minutos. Após saída errada de Rodrigo Fernandez, Guilherme arrisca de longe, acertando o ângulo de João Paulo, deixando o placar em 3 a 2. De quase definido, o jogo ficava preocupante para o Santos. Paulo Turra fez algumas mexidas na equipe, sacando Marcos Leonardo, Lucas Lima e Sandry. Mas o time não repetia o desempenho da primeira etapa. Em dado momento, o Goiás parecia mais perto do empate do que o Santos de um gol que liquidasse a fatura. Até que, aos 34, aconteceu o indesejado pelos santistas. Após cobrança de escanteio, João Magno subiu mais que a defesa e cabeceou para o gol, deixando tudo igual: 3 a 3. Logo em seguida, o técnico Paulo Turra foi expulso, após reclamação com o árbitro auxiliar. Aos 44, uma falta de Lucas Halter sobre Joaquim levou Bruno Arleu de Araújo ao VAR, que confirmou a infração. Mendoza bateu forte, no alto, recolocando o Santos na frente. Apesar da pressão final do Goiás, com direito à expulsão de Guilherme, o jejum de vitórias é passado.