O empate em 1 a 1, pela 28ª rodada, manteve o Tigre na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro (Vanessa Rodrugues/AT) O clima era de festa na Vila Viva Sorte, com luzes, efeitos especiais e torcida em ritmo de final, mas o Novorizontino provou, mais uma vez, ser a pedra no sapato do Santos. O empate em 1 a 1, pela 28ª rodada, manteve o Tigre na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, agora com 51 pontos, seguido pelo Peixe, com 50. O resultado frustrou parte da torcida, que vaiou e xingou o técnico Fábio Carille no final da partida. O resultado manteve o tabu a favor da equipe do Interior, que não perde para o Alvinegro desde 2017 e soma seis vitórias, três empates e apenas uma derrota em 10 confrontos. O Peixe volta a campo no sábado (28), também em casa, às 18 horas, contra o Operário-PR, pela 29ª rodada. O jogo O Santos começou o jogo tentando pressionar o Novorizontino, mas no primeiro ataque, o Tigre abriu o placar, aos 3 minutos. Patrick cruzou da esquerda, a bola quicou no gramado e Pablo Dyego emendou para o gol, sem chances para Gabriel Brazão. Surpreendido, o Peixe teve chance de empatar aos 8. Guilherme cruzou da esquerda e JP Chermont cabeceou firme, mandando a bola perto da trave direita. O jogo era franco e em ritmo acelerado. Após o Tigre perder uma chance de ampliar aos 10, depois de um bate e rebate na área santista, o Santos quase empatou com um gol contra. Rafael Donato recuou com muita força para o goleiro Airton, a bola quicou no gramado e subiu, mas o arqueiro salvou de cabeça, quase em cima da linha de gol. Aos 16, Guilherme testou Airton, mas o tiro cruzado saiu fraco, fácil para o goleiro. Sem se intimidar por jogar fora de casa, o Novorizontino levava perigo nos rápidos contragolpes e nas bolas alçadas para à área alvinegra. O tempo passava e após os 25 minutos, parte da torcida santista trocou o apoio por cobranças à equipe. E a bronca funcionou, aos 30. Guilherme carregou pela esquerda e inverteu a bola para a direita, nos pés de Otero. O venezuelano tabelou com Wendel Silva e recebeu de volta dentro da área, batendo para o gol. O tiro saiu fraco, mas deslocou Airton: 1 a 1. O jogo seguiu equilibrado e nos acréscimos, Brazão quase fez uma lambança. Após receber uma recuada na fogueira, ele devolveu mal e a bola sobrou nos pés de Pablo Dyego, que bateu para defesa do arqueiro. Etapa final O Peixe voltou sem alterações para o segundo tempo e o jogo seguiu no mesmo ritmo: acelerado e aberto. Aos 8, momento de tensão na Vila. Pablo Dyego cruzou da direita e Waguininho cabeceou, Brazão defendeu, a bola bateu na trave e caiu para defesa do goleiro, em cima da linha. O VAR foi acionado e depois de minutos tensos, confirmou que a bola não entrara. Apesar de as equipes se alternarem no ataque e fazerem um jogo muito disputado, foram raras as chances claras de gol na etapa final. Tentando dar mais gás à equipe, o técnico Fábio Carille fez quatro mudanças, mandando a campo Sandry, Serginho, Nacho Laquintana, Julio Furch e Miguelito nos respectivos lugares de Diego Pituca, Wendel Silva, Giuliano, Otero e Miguelito. O Tigre também mudou e assustou Brazão em dois momentos. Aos 30, em voleio de Rodolfo dentro da área, e aos 38, em batida de Léo Tocantins de fora da área, que passou perto do travessão. Nos acréscimos, Serginho fez Airton trabalhar em tiro de fora da área. E Rodolfo assustou a Vila, soltando uma bomba que explodiu no travessão de Brazão. O empate persistiu, para decepção e protestos dos mais 11 mil santistas que foram à Vila.