O presidente Marcelo Teixeira foi cobrado por torcedores na segunda, após reunião no Conselho Deliberativo (Reprodução) Na véspera da estreia na Copa Sul-Americana, nesta quarta (8), contra o Deportivo Cuenca, o Santos tem mais um problema para resolver. Além dos desfalques de Neymar e Gabigol, a questão desta vez é extracampo. Com dois meses de direito de imagem atrasados, os jogadores cobraram uma posição da diretoria sobre o pagamento, em reunião realizada na tarde desta terça (7), em Cuenca, no Equador. A informação foi divulgada pelo ge e confirmada por A Tribuna. Os atletas não receberam os direitos de imagem de fevereiro e março, que deveriam ter sido pagos no dia 20 de cada mês. A Tribuna apurou que o Alvinegro contava com o dinheiro da venda de Souza ao Tottenham para manter os pagamentos em dia, mas parte dos cerca de R\$ 90 milhões entraram no fluxo de caixa do clube. O Santos também usou cerca de R\$ 15 milhões para pagar o Arouca, de Portugal, em fevereiro, pela compra do zagueiro João Basso, para derrubar o transfer ban imposto pela Fifa, o que comprometeu as finanças. Sem dinheiro em caixa, o Alvinegro não deu prazo aos jogadores para quitar os dois meses de direito de imagem atrasados. Teixeira sob pressão Os problemas da gestão vão além do atraso de pagamentos ao elenco. Na noite de segunda, na Vila Belmiro, após a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as contas de 2025, o presidente Marcelo Teixeira foi cobrado por torcedores. Membros de uma organizada reclamaram da dívida de quase R\$ 1 bilhão e cobraram explicações sobre a revelação de que o clube deve R\$ 90,5 milhões à NR Sports, referente aos direitos de imagem de Neymar, que fez o dirigente repactuar o débito em 48 meses e assinar aditamento contratual, colocando o CT Meninos da Vila como garantia de pagamento. Durante alguns minutos, em clima pouco amistoso, os torcedores acusaram a gestão de fazer “malabarismo com os números” para reduzir o déficit do clube. E interpelaram o cartola sobre o contrato com a empresa do pai de Neymar, que inclui uma cláusula onde a não reeleição de Teixeira, em dezembro, quando o Peixe realiza eleições, força o clube a quitar o saldo do débito de uma vez. Teixeira justificou que a inclusão do CT é uma formalidade contratual, reconheceu que falta “comunicação correta” com o torcedor e que o “time não corresponde”, mas pediu um voto de confiança aos torcedores.