[[legacy_image_265652]] A Justiça de Goiás acatou na noite desta terça (9) a denúncia contra o zagueiro do Santos, Eduardo Bauermann, e outros 15 investigados na segunda fase da Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás. Os envolvidos, que se tornaram réus,ou são acusados de manipulação de 13 jogos dos Campeonatos Brasileiros das Séries A e B 2022 e de torneios estaduais deste ano. Na primeira fase da operação, oito jogadores já haviam sido denunciados por envolvimento no suposto esquema em jogos da Série B do ano passado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na denúncia, o juiz Alessandro Pereira Pacheco, da 2ª Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais, listou nove dos 16 denunciados: Bruno Lopez de Moura, Camila Silva da Motta, Ícaro Fernando Calixto dos Santos, Luís Felipe Rodrigues de Castro, Victor Yamasaki Fernandes, Zildo Peixoto Neto, já denunciados em outro processo, Thiago Chambó Andrade, Romário Hugo dos Santos e William de Oliveira Souza. Os nove são acusados de "supostamente integrarem pessoalmente organização criminosa, destinada à obtenção de vantagem (inclusive pecuniária), mediante a reiterada prática de infrações penais como corrupção ativa em competições esportivas, visando manipulação de resultados e eventos esportivos profissionais de futebol, com atuação ilícita do grupo em rede, subdividida em núcleo". Bruno Lopes de Moura, conhecido como BL, é apontado como líder do 'núcleo apostadores'. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a denúncia relaciona novos integrantes da organização criminosa, com participação no 'núcleo financiadores', que teriam praticado crimes de manipulação de oito jogos da Série A de 2022, um jogo da Série B 2022 e quatro jogos de campeonatos estaduais de 2023, "com a expressa ressalva de que demais integrantes de outros núcleos e demais fatos delitivos de corrupções perpetradas em âmbito esportivo remanescem sob apuração". Além de Eduardo Bauermann, outros seis atletas foram citados na denúncia: Gabriel Tota (Ypiranga-RS), Victor Ramos (Chapecoense), Igor Cariús (Sport), Paulo Miranda (Náutico), Fernando Neto (São Bernardo) e Matheus Gomes (Sergipe). Os valores pagos a atletas profissionais cooptados variavam, segundo a denúncia, de R\$ 50 mil a R\$ 500 mil que asseguravam "a ocorrência de eventos durante os jogos como: cometimento de pênaltis, cartões amarelos ou vermelhos em determinada etapa da partida, diferença de gols no primeiro tempo, entre outros, sempre em jogos de futebol previamente selecionados. Os 13 jogos mencionados pelo Gaeco foram Palmeiras x Juventude, Juventude x Fortaleza, Goiás x Juventude, Ceará x Cuiabá, Botafogo x Santos, Red Bull Bragantino x América-MG, Santos x Avaí e Palmeiras x Cuiabá, pela Série A 2022; Sport Recife x Operário-PR, pela Série B 2022, e quatro confrontos pelos estaduais deste ano: Guarani x Portuguesa, Esportivo Bento Goncalves x Novo Hamburgo, Red Bull Bragantino x Portuguesa e Caxias x São Luiz. O juiz manteve a prisão preventiva dos denunciados Bruno Lopez de Moura, Thiago Chambó Andrade e Romário Hugo dos Santos.