Destaques na vitória em Salvador, Guilherme e Gabriel Brazão comemoram o fim do jejum santista (Raul Baretta/Santos FC) O atacante Guilherme vive um misto de emoções no Santos. Um dos destaques da equipe na temporada passada, ele foi do céu ao inferno nos primeiros meses deste ano. Artilheiro do Paulistão 2025, o Amado vivia um jejum de 11 jogos sem marcar. Para piorar, desperdiçou um pênalti contra o CRB, na última quinta (22), que contribuiu para a eliminação na Copa do Brasil. A redenção veio contra o Vitória, neste domingo (25), com o gol salvador na capital baiana, que fez o Peixe respirar no Brasileirão. O empenho do jogador mereceu elogios do técnico Cleber Xavier. “Confesso que não é nada fácil falar agora. Feliz por mais um gol com a camisa do Santos, foram dias difíceis para mim, desafiadores. Mas a graça de Deus sempre me alcançou. Quero ressaltar também que o vestiário, a Vila, os funcionários. Eles fazem parte desse gol. A verdade é que eu nunca fui tão abraçado”, disse Guilherme, no intervalo da partida contra o rubro-negro baiano, no Estádio Barradão. Maior goleador do Paulistão 2025, com 10 gols, Guilherme não balançava a rede desde o dia 19 de fevereiro, quando marcou um dos gols na vitória sobre o Noroeste por 3 a 0, na fase inicial do Estadual. O fardo ficou ainda mais pesado para o atacante depois do pênalti perdido contra o CRB, na série que definia uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. “Quero pedir desculpas aos torcedores pelo pênalti perdido. Eu sofri muito e ainda sofro. Mas eu também recebi muita força, muita gente enviando mensagens positivas. Então quero dividir com eles também esse momento”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na mira da torcida Aplaudido durante o Paulistão, quando marcava gols, Guilherme viu a chave virar, negativamente, com a seca. Perseguido pela torcida, o atacante foi implacavelmente vaiado na primeira partida da terceira fase da Copa do Brasil, contra o CRB, na Vila Belmiro, no dia 1º de maio. Deixou o jogo contundido, desfalcando a equipe em três rodadas do Brasileirão. Neste período, foi comum ver nas redes sociais muitos torcedores pedindo a negociação do atacante, que havia atuado em seis jogos do Brasileirão. Se disputasse a sétima partida no campeonato, não poderia jogar por outro clube este ano. A volta do Amado contra o CRB, em Maceió, também gerou revolta dos santistas. O pênalti desperdiçado aumentou a fúria daqueles que o queriam longe da Vila Belmiro. O papel de vilão, dividido com o zagueiro Zé Ivaldo, que também perdeu um pênalti contra o time alagoano, não diminuiu o peso da eliminação. Apoio e elogios do chefe Titular contra o Vitória neste domingo, ainda debaixo de críticas e nuvens carregadas, Guilherme perdeu um gol incrível, aos 15 minutos da etapa inicial. Cara a cara com Lucas Arcanjo, ele chutou por cima do gol. Três minutos depois, ele se redimiu, com um gol de cabeça, após cruzamento de Souza. Tento que, mal imaginou ele naquele momento, acabaria com uma série de sete confrontos sem triunfo do Peixe e faria a equipe respirar no Brasileirão. Questionado sobre a fase do Amado, o técnico Cleber Xavier analisou o momento do atacante. "Guilherme foi um dos primeiros jogadores que eu conversei, antes do primeiro jogo contra o CRB, e ele se colocou à disposição. Infelizmente, ele se machuca nesse jogo e volta recuperado para o segundo jogo contra o CRB. Faz um grande jogo, mas infelizmente ele acaba perdendo o pênalti, que é uma situação natural, grandes jogadores já perderam pênalti em momentos decisivos e importantes, como foi esse nosso”, comentou. A volta por cima de Guilherme foi comemorada pelo treinador, que destacou a importância de ter todo o elenco focado na recuperação do Santos no Brasileirão. “Ele (Guilherme) teve uma fala importante após o jogo (contra o CRB). Durante a semana descansou, recuperou e no outro dia trabalhou muito pra fazer mais um grande jogo e nos ajudou mais uma vez. Vamos precisar de todos, dos 11 que iniciam, dos cinco que entram e do grupo que está no banco”. Neste aspecto, de estarem todos no mesmo barco, Xavier destacou o envolvimento dos atletas que estavam no banco de reservas contra o Vitória. “O quarto árbitro pediu pra acalmar um pouquinho o banco. Olhei pra ele e falei: ‘faz cinco jogos que a gente não ganha, não dá pra acalmar’. A gente está tenso, tem que tirar esse peso, essa vitória é importante pra respirar um pouquinho e continuar essa busca de sair desse lugar, que não é legal”.