[[legacy_image_266909]] Seis jogos como profissional, 287 minutos em campo e dois gols nas duas últimas partidas, válidas pelo Brasileirão. As credenciais de Deivid Washington foram apresentadas rapidamente pelo atacante de 17 anos, que em pouco tempo se tornou o substituto imediato do artilheiro do Santos na temporada, Marcos Leonardo, que está servindo a seleção brasileira sub-20. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Querido pela torcida e com o respaldo do técnico Odair Hellmann, o novo Menino da Vila tem tudo para se firmar no comando do ataque santista, ainda mais que Marcos Leonardo é sondado por clubes europeus e pode ser negociado na próxima janela internacional, em julho. Para o treinador, o desempenho de Deivid Washington pode ser surpresa para quem não vive o dia a dia do clube, mas a comissão técnica já trabalhava o jogador para este momento de assumir a titularidade na equipe profissional. “A gente sempre fala que uma hora vai cair um raio lá (na Vila Belmiro). Espero que esse seja mais um e que seja mais um enquanto estivermos aqui. Tem outros meninos, Ângelo, Marcos Leonardo, Ed Carlos, Sandry, Ivonei, que fazem parte do grupo, que são importantes e que precisam de maturidade. Deivid é uma surpresa pra vocês (da imprensa), mas pra gente que está dentro do processo, tínhamos essa visualização por conta da personalidade e características dele”. Hellmann disse que vinha acompanhando o jovem atacante desde a Copa São Paulo e que o trouxe ao profissional para aproveitá-lo, já que a convocação de Marcos Leonardo para a seleção brasileira sub-20, que vai disputar a Copa do Mundo, era certa. “Nos primeiros treinamentos, Deivid mostrou capacidade técnica e personalidade e a gente visualizou isso, tanto que os movimentos que a gente fez, de empréstimo do Rwan (ao Vasco), era pra dar um passo a mais pra ele. A gente sabia do Marcos Leonardo (na seleção sub-20) e foi preparando ele pra ser uma opção neste momento”, comentou Hellmann. A confiança no potencial de Deivid Washington era tanta que o treinador não titubeou em escalá-lo na partida contra o Newell’s Old Boys, na Argentina, pela Copa Sul-Americana, em lugar de Marcos Leonardo, gripado. “Como treinador, senti confiança de oportunizar ele na Argentina, um jogo extremamente difícil e ele mostrou muita personalidade, foi bem na partida e agora é dar sequência. E que ele consiga repetir as performances, receber elogios, toda essa carga que vem, externa, pra que possa ter maturidade. Estamos aqui pra trabalhar, dar suporte a ele, que viva esse momento de felicidade, nesse passo que deu. A carreira é uma projeção sem limite, ele precisa continuar acreditando que o que fez a diferença foi personalidade, suor e trabalho e a qualidade que ele tem vai se sobrepor. Vamos continuar dando suporte pra que ele fique leve, livre e solto em campo”.