No primeiro clássico do ano, o Santos perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, de virada (Vanessa Rodrigues/AT) No primeiro clássico do ano, o Santos perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, de virada, com um golaço de Richard Rios nos acréscimos da etapa final, na noite desta quarta (22), na Vila Belmiro. Foi a primeira derrota sob o comando do técnico Pedro Caixinha, resultado que irritou a torcida santista. Em coro, os torcedores gritaram "não é mole não, tem que honrar a camisa do Peixão!" ao final da partida. O resultado mantém o Peixe em segundo lugar no grupo B, com 4 pontos, atrás do Guarani no saldo de gols. O Alvinegro volta a campo neste sábado (25), às 18h30, no Estádio Benitão, em Rio Claro, contra o Velo Clube, O jogo O técnico Pedro Caixinha mexeu mais uma vez na formação da equipe. Leo Godoy foi mantido na lateral direita e a zaga teve João Basso e Zé Ivaldo, com Luan Peres no banco. No meio-campo, João Schmidt ganhou a vaga de Tomás Rincón e Thaciano assumiu a meia, com Soteldo no ataque. A partida começou com as duas equipes buscando o ataque, mas sem criar chances de gol. O Santos não fazia a marcação pressão na saída de bola palmeirense, que explorava as jogadas pelas pontas, principalmente com Estevão pelo lado direito. Com Thaciano na meia, Soteldo jogava aberto, mas a boa marcação do rival não permitia que ele e Guilherme criassem jogadas de perigo. Aos 17 minutos, Thaciano sentiu a coxa esquerda e foi substituído por Lucas Braga. O jogo seguia sem emoções até que, aos 34, Soteldo sofreu falta em frente à grande área. Guilherme cobrou, a bola desviou na barreira e "matou" Weverton. Santos 1 a 0, aos 35. Foi o quarto gol do Amado em três jogos, artilheiro isolado do Paulistão. Nos acréscimos. Soteldo foi lançado pela esquerda, entrou na área driblando os marcadores e bateu para o gol, mas o tiro saiu muito alto. Etapa final O Peixe voltou com Wendel Silva em lugar de Luca Meirelles no comando de ataque e o Palmeiras, com Marcos Rocha e Rômulo nos lugares, respectivamente, de Giay e Felipe Anderson. O Verdão se lançou ao ataque e perdeu grande chance de empatar logo no primeiro minuto. Vanderlan cruzou da esquerda e Thalys, da marca do pênalti, bateu por cima do gol. Aos 2, Rômulo foi derrubado na área e o árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti, mas para sorte do Santos, o bandeira marcou impedimento, confirmado pelo VAR. O Palmeiras apertava e aos 6, Estevão recebeu pela direita, entrou na área e bateu cruzado, acertando a trave. Aos 9, Caixinha sacou Lucas Braga, que entrara no primeiro tempo e errava bolas fáceis, para a entrada de Tomás Rincón. A torcida vaiou o atacante na saída, mas Guilherme foi à lateral do campo e pediu aplausos ao colega, sendo atendido pelos torcedores. O Palmeiras dominava as ações e empatou aos 22. Maurício cruzou da esquerda e Thalys subiu para fazer de cabeça, no canto direito de Brazão. O Santos tinha muita dificuldade de sair jogando e Caixinha fez mais mudanças, com as entradas de Luan Peres e Hayner para as saídas de João Basso e João Schmidt. O problema é que mesmo com as mudanças, o time estava desorganizado, sem criação no meio de campo. Com melhor conjunto e qualidade técnica, o Palmeiras manteve o predomínio até o final e marcou o gol da vitória nos acréscimos. Após cobrança de escanteio, a zaga rebateu para fora da área e Richard Ríos emendou de primeira, de fora da área, para definir o jogo. A torcida, em coro, cobrou o time ao final da partida, por deixa escapar pelo menos um ponto na Vila diante de um rival nitidamente superior.