O lateral Mayke convive com problemas físicos desde que chegou ao Santos, em julho do ano passado (Raul Baretta/Santos FC) Desgastado mental e fisicamente, o Santos tem pouco tempo para recuperação. Neste sábado (23), o time volta a campo, às 19 horas, contra o Grêmio, em Porto Alegre, pela 17ª rodada do Brasileirão, tentando se recuperar da derrota para o Coritiba, no domingo, e do empate frustrante diante do San Lorenzo, quarta, na Vila, pela Copa Sul-Americana. Com desfalques e jogadores no limite físico, o técnico Cuca não sabe se terá novidade entre os relacionados, mas não descartou o lateral Mayke, muito criticado no revés contra o Coxa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Olha como não é fácil ser treinador. Na noite que antecedeu o jogo do Coritiba, lá em Itaquera, ia jogar o Igor (Vinícius), mas ele teve febre, acabou nem indo para o banco. Então eu chamei o Mayke. Ele veio ajudar, porque está com problema clínico e naturalmente físico, por não estar em ritmo de jogo. Como estava 2 a 0 (para o Coxa) e a torcida estava pegando muito no pé dele, eu quis preservar o Mayke e preservar o time também das vaias que vinham da arquibancada”, relatou Cuca, após o jogo contra o San Lorenzo. “É muito difícil para um treinador fazer isso, com um profissional tão correto como é o Mayke, com a família dele lá vendo o jogo, os filhos, a esposa. Você está praticamente jogando um cara contra a opinião de todos, mas eu não. Eu quis preservar o Mayke, que tenho a maior confiança do mundo. Ele foi meu jogador no Cruzeiro, eu levei ele para o Palmeiras. E ele foi muito macho. E quando falo isso, não estou desmerecendo ninguém, mas ele foi correto. Mesmo ele não estando no melhor, ajudou dentro da condição que podia. Ele não fez um bom jogo. Levei ele para olhar os lances, justificar a saída dele, ele me justificar algumas situações do jogo, mas é um cara que tem a minha confiança. Pode não ter feito um bom jogo, mas ele foi muito correto com a gente." Muitas baixas, poucas voltas Contra o time argentino, Cuca não teve seis jogadores à disposição: Neymar, com edema na panturrilha direita, João Schmidt, Gabriel Menino e Thaciano, com lesões musculares, Escobar, com dores musculares, e Luan Peres, recuperando-se de uma leve concussão. Dos seis, somente Escobar e Luan Peres têm chances de viajar para o Sul. A falta de opções e de jogadores “inteiros”, lamentada por Cuca, fez com que o treinador relacionasse, contra o San Lorenzo, até o zagueiro Zé Ivaldo, que não figurava entre os convocados há 11 jogos. Outro jogador muito visado pela torcida, ele ficou no banco, mas não foi utilizado contra os argentinos. Com a recuperação de Igor Vinícius, o lateral retomou a posição no jogo da Sul-Americana, enquanto Mayke não foi relacionado. Para os próximos três jogos até a paralisação das competições, em razão da Copa do Mundo, Cuca pode voltar a relacionar o veterano lateral para ficar, ao menos, no banco. Ele é o único da posição, além do titular, já que JP Chermont foi emprestado ao Coritiba. Os jogadores se reapresentam nesta quinta (21), no CT Rei Pelé, e os que atuaram na quarta passarão por testes para determinar o nível de desgaste. Segundo Cuca, Rollheiser é um dos que tem sentido a sequência de jogos, tanto que pediu durante o primeiro tempo, mas ficou até o intervalo. Gustavo Henrique, que já sofreu lesão muscular, é outro que merece atenção. Mais três jogos até a parada Além do Grêmio, o Santos define a sua vida na Sul-Americana, na próxima terça (26), precisando de uma vitória sobre o Deportivo Cuenca para tentar avançar às oitavas de final. E faz o último jogo do primeiro semestre no dia 30, na Vila, contra o Vitória, na 18ª rodada do Brasileirão. O campeonato será retomado após a Copa do Mundo, no dia 22 de julho. Os jogos das Copas do Brasil e Sul-Americana retornam em agosto.