Cuca: "Fico muito feliz, fizemos um bom jogo" (Silvio Luiz/AT) O técnico Cuca não se ilude com a vantagem conquistada sobre o Atlético-MG, após a vitória por 2 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta (9), na Vila Belmiro. Profundo conhecedor do rival, onde foi campeão da Copa do Brasil, do Brasileirão e da Libertadores, o treinador sabe da pressão que o Santos enfrentará na Arena MRV, na próxima quarta (16). "Os 2 a 0 não me iludem nem um pouquinho, porque sei muito bem o que é o Atlético-MG, a torcida que eles têm e o que vamos esperar (no jogo de volta). Se você toma um gol no começo, muda tudo, a torcida vem junto", disse Cuca, que elogiou o desempenho alvinegro no primeiro jogo do mata-mata. "O começo do jogo foi muito complicado. Mas depois encaixamos bem a marcação, controlamos bem o jogo, tivemos oportunidades e fizemos dois gols, que nos dá vantagem. Fico muito feliz, fizemos um bom jogo, como também fizemos contra o Palmeiras". Foco no Cruzeiro Antes da decisão da vaga à semifinal da Sul-Americana, Cuca quer o time alerta para o jogo de sábado (12), contra o Cruzeiro, no Alçapão, pela 27ª rodada do Brasileirão. O Alvinegro subiu à 13ª posição na tabela, após três vitórias fora de casa, mas nada que deixe o técnico relaxado. "É um jogo muito importante. Se desse para guardar o time inteiro, seria o ideal. Com as três vitórias seguidas fora de casa e um umpate, dos últimos 12 pontos, fizemos 10, é muita coisa. Deu uma respirada, mas não podemos vacilar, porque senão bate a água no pescoço de novo". O técnico comemorou o fato de nenhum jogador ter saído lesionado do confronto contra o Galo. Nesta quinta (10), o elenco passará por uma avaliação, quando ele começa a definir a formação para enfrentar o Cruzeiro. Cuca cogita relacionar o atacante Everton Cebolinha, anunciado na noite desta quarta, e deve dar mais minutos a Arthur, que entrou apenas no segundo tempo contra o Galo. "Tem uns caras chatos que falam: 'Arthur no banco é brincadeira'. Mas eles não sabem, se forçar pode lesionar. É um processo gradativo", disse Cuca.