Cuca disse que a derrota de virada, com gols no final do jogo, tem "o pior dos sabores que pode existir" (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Cuca lamentou as falhas defensivas que custaram a derrota do Santos para o Atlético-MG por 2 a 1, de virada, na Arena MRV, neste domingo, pela 30ª rodada do Brasileirão. Após abrir o placar, aos 42 minutos da etapa final, o time tinha a vitória nas mãos, mas erros consecutivos, de Diógenes e Lucas Veríssimo, fizeram a equipe perder a chance de ganhar a sexta partida seguida fora de casa. “Fizemos gol, era por a bola embaixo do braço, mas não deu. Falhamos geral, escanteio cedido por Escobar. Vitor Hugo pega de chicote na bola e goleiro não estava no raio de ação. Tomamos gol e isso já era acréscimos. Bola seguinte, no fim, nós triangulamos e chutamos no contra-ataque, bem posicionados, em todos os momentos. Fomos infelizes, (Veríssimo) escorregou em cruzamento que deveria ser evitado, tomamos um gol aos 97. O sabor? Pior dos sabores que pode existir. Agora é saber administrar uma derrota em cima disso”, analisou. Cuca poupou Diógenes de críticas. O goleiro falhou no gol de empate, quando não saiu numa bola cruzada na pequena área, em cobrança de escanteio. O treinador relembrou as boas atuações em outras partidas para defender o arqueiro. “Precisamos tomar cuidado para não achar culpados em uma derrota. Prefiro que questionem meu trabalho do que o do jogador. É claro, vou conversar com o preparador de goleiro, com o jogador, procurar entender o que ele pensou nessa bola, o porquê ele não agiu e não conseguiu reagir. A olho nu, a gente tem uma ideia, mas no sentimento do jogador, a gente precisa entender. Hoje (domingo) não foi um jogo que ele fez grandes defesas, mas contra Flamengo e São Paulo, ele fez. Precisamos ter calma, equilíbrio e não achar culpados em um resultado como esse. Perder com dois gols nos acréscimos não é normal". Rivalidade com o Galo Cuca também comentou sobre a alta tensão do jogo, provocada pelos confrontos anteriores entre as equipes, nas quartas de final da Copa Sul-Americana, quando o Galo eliminou o Peixe. “É natural a provocação, essas coisas são do jogo. Mas tem coisas que extrapolam um pouco a provocação. Quando você atinge uma instituição, é diferente de provocar um jogador. Essas coisas têm que ser diferenciadas, porque o jogador precisa ser responsável, até mesmo pelo ato de muitas pessoas. Às vezes, acontece uma tragédia por um ato assim, confronto de torcida, ódio de uma a outra. Então, não preciso falar quem foi, que apenas reflita, e que sirva de exemplo para não repetir mais”.