A vitória de virada do Santos por 2 a 1 sobre o Fluminense, neste domingo (18), no Maracanã, reforçou a confiança do técnico Cuca na recuperação da equipe no Campeonato Brasileiro. Após o resultado pela 31ª rodada, o treinador destacou a evolução do time, projetou a disputa por uma vaga na Libertadores e afirmou que o objetivo é terminar a temporada em alta, depois de um período de dificuldades na competição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com 45 pontos, o Peixe se afastou da briga contra o rebaixamento e passou a mirar uma colocação na zona de classificação para o torneio continental. Cuca reconheceu que o desempenho recente fora de casa foi determinante para a mudança de cenário e valorizou a sequência de resultados positivos. “Chegarmos a essa altura, faltando sete jogos, e poder falar que não temos risco de rebaixamento, acho que o torcedor fica aliviado, porque nos últimos anos tem sido muito difícil. Então, vamos tentar jogar alguma coisa maior dentro da competição, uma pré-Libertadores, para coroar um ano que não foi o ideal, mas um ano que está em franca recuperação”, afirmou. O treinador também destacou a evolução coletiva do Santos ao longo do segundo semestre. Segundo ele, a equipe ganhou confiança a partir de uma sequência de bons resultados como visitante, que ajudou a consolidar uma maneira de jogar. “A equipe encorpou, pegou confiança. Essa confiança a gente também levou para jogos dentro de casa. Temos feito bons jogos e agora é ter o pé no chão para acabar o ano dessa forma, jogando bem e, se Deus quiser, tendo bons resultados”, disse. Cuca explica mudança de postura após o intervalo O Santos começou a partida em desvantagem após sofrer um gol de Rodrigo Castillo aos três minutos do primeiro tempo. A equipe teve dificuldades para conter as investidas do Fluminense e encontrou problemas para manter a posse de bola, especialmente pelo lado direito da defesa. No intervalo, Cuca conversou com os jogadores e orientou mudanças no posicionamento para aproximar os atletas e melhorar a circulação da bola. A resposta veio rapidamente, com Gabigol empatando o confronto e Philippe Coutinho marcando o gol da virada. “Nós, no meio-tempo, conversamos, explicamos o que poderíamos fazer de melhor, agrupar um pouco mais, ter o contato de jogadores aproximados, que é o estilo de jogo nosso. E nós encaixamos o jogo muito bem na segunda etapa, fizemos gols bonitos, jogadas muito bonitas e perdemos muitos gols no final”, avaliou. Para o treinador, apesar das oportunidades desperdiçadas, o resultado foi merecido. Cuca também ressaltou a importância de transformar a sequência de treinamentos da semana em desempenho dentro de campo. Neymar é elogiado por participação defensiva Um dos destaques da vitória, Neymar teve oportunidades para ampliar a vantagem santista, incluindo uma finalização na trave. O camisa 10 também participou da construção das principais jogadas ofensivas da equipe no segundo tempo. Cuca afirmou que o atacante deixou o campo por cansaço, sem apontar uma lesão, e elogiou especialmente o comprometimento defensivo apresentado durante a partida. “Como é bom ver uma partida do Neymar competindo, baixando a linha, encurtando espaço. Eu acho que, da minha estada aqui, foi a partida que ele mais competiu e jogou muito bem. Uma pena a bola dele ter dado na trave e outra passar por cima, porque ele fez um grande jogo”, declarou. O treinador também avaliou positivamente a utilização de um quarteto ofensivo formado por Neymar, Gabigol, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha, com Gabriel Bontempo participando da articulação das jogadas. Para Cuca, a formação reúne qualidade técnica, mas exige tempo de adaptação e organização coletiva. “O que a gente tem que fazer quando joga com uma equipe altamente ofensiva, fora de casa, é agrupar. Em alguns momentos que você não agrupa, vai ter dificuldade, porque não é característica da equipe marcar. Mas ela vai ficar com a bola. E aí é o potencial que eles têm”, explicou. Cuca afirmou que considera importante reunir os principais jogadores ofensivos e encontrar a melhor maneira de aproveitar suas características. Ele também destacou as opções disponíveis no banco de reservas, citando as entradas de Cristian Oliva, Rony e Benjamin Rollheiser. Gabigol é tratado como referência para os jovens Autor de um dos gols da virada, Gabigol também recebeu elogios do treinador. Cuca ressaltou a identificação do atacante com o Santos e a importância que ele pode ter para os jogadores mais jovens do elenco. “Ele é uma referência para os jovens, é um Menino da Vila. Apesar de ser um ídolo principalmente do Flamengo, ele é um Menino da Vila e tem o respeito de todos ali na Vila, do torcedor também. Ele é um definidor de jogadas, é um goleador e sai bem da área também. É um jogador inteligente, tem boa visão de jogo”, afirmou. O treinador explicou ainda que procura posicionar o atacante de maneira que ele possa participar das jogadas sem ficar excessivamente preso aos duelos de costas para o gol. Lesão de Lucas Veríssimo abre espaço para João Alencar A vitória também trouxe preocupação com a condição física do zagueiro Lucas Veríssimo, que deixou o campo sentindo dores. Cuca afirmou que espera que o problema não seja grave e indicou que João Alencar poderá receber mais oportunidades caso o defensor precise ficar afastado. O treinador demonstrou confiança no jovem, que entrou durante a partida, e citou Ananias como uma das apostas do clube para o futuro da defesa santista. “Se o Lucas tiver lesão, é ele que vai abraçar agora. Trabalhar bem ele, passar confiança, e o torcedor também vai passar isso jogando em casa. O Santos tem dois meninos que, no futuro, vão ser a zaga do Santos, se não vender, que são o Alencar e o Ananias”, disse. Cuca ressaltou que os dois defensores atuam juntos desde as categorias de base e têm entrosamento, fator que considera importante para o desenvolvimento da dupla. Treinador mantém Diógenes como titular Questionado sobre a atuação do goleiro Diógenes, que fez uma defesa importante diante de Hulk no segundo tempo, Cuca afirmou que pretende manter o jogador na equipe. O técnico reconheceu que erros podem acontecer durante as partidas, mas ponderou que mudanças frequentes na posição podem gerar insegurança. Para explicar a decisão, relembrou uma experiência da época em que comandava o Botafogo, quando alternou goleiros após uma sequência de oscilações. “Você não pode ficar mexendo toda hora, porque vai criar uma instabilidade geral e não vai ter segurança em nenhum. O cara vai pensar: ‘Pô, se eu errar, vou sair’. O importante no goleiro é ele ter um pouco de sorte também, que nas falhas dele não resulta em gol”, afirmou. Na avaliação do treinador, Diógenes teve mais acertos do que erros diante do Fluminense. “Hoje ele é o nosso titular, a gente está muito contente com ele”, completou.