O técnico Cuca destacou a reação do elenco santista, que deu a volta por cima após a derrota para o Palmeiras (Raul Baretta/Santos FC) Após dias difíceis, com a derrota para o Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil, o Santos saiu da Neo Química Arena, neste domingo (30), com a alma renovada para uma sequência de decisões. A primeira nesta quarta (2), na Vila, no jogo de volta contra o alviverde. Apesar de reconhecer que o revés no Nubank Parque, da forma como aconteceu, incomodou a todos no Alvinegro, o técnico Cuca elogiou o poder de reação do Peixe, que derrotou o Corinthians em seus domínios. Algo que não acontecia há mais de quatro anos e há 15 anos, em jogos do Brasileirão. “Fazia 15 anos que não ganhava aqui uma partida de Brasileiro. É muita coisa”, pontuou Cuca, em referência a um outro tabu quebrado ontem – o Santos não vencia o Corinthians, como visitante, pelo Brasileirão, desde 2011, quando o Timão ainda mandava seus jogos no Pacaembu. “Agora é recuperar para fazer bom jogo na quarta. Não sei que time vou escalar. Domingo tem outra final em Porto Alegre, contra o Inter (no Brasileirão)”, complementou o treinador. Cuca salientou o baque sofrido com a derrota na Copa do Brasil, mas elogiou a postura do elenco, que teve hombridade para dar a volta por cima ganhando um clássico na casa do rival. O primeiro na temporada, já que o time havia tido quatro empates e três derrotas nos outros confrontos do ano contra o trio de ferro paulistano. "Todo mundo sentiu o jogo de quarta (contra o Palmeiras), foi muito ruim e não descansamos bem. Mas são homens, eles mesmos podem reverter a situação. E aquela era outra competição. No Brasileiro, é vitória contra Vasco e Corinthians e empate contra o Mirassol. Quanto tempo não faz de duas vitórias seguidas fora? Pontos importantes". Cuca também destacou a resiliência do time, que soube se comportar bem defensivamente, numa atmosfera totalmente a favor do adversário, que colocou mais de 47 mil torcedores na arena. "Muito felizes com a partida, competitividade, com a calma, paciência. Resiliência também faz parte do contexto. De uma forma geral, um grande jogo. Atmosfera muito difícil, complicada. Vínhamos de um clássico pesado nas nossas costas e conseguimos reverter tudo isso dentro de campo". Copa do Brasil Sobre o jogo de volta das quartas de final contra o Palmeiras, nesta quarta (2), às 21h30, na Vila Belmiro, o técnico disse que a missão é muito difícil, mas que no futebol, nada é impossível. Derrotado por 3 a 0, o Peixe precisa vencer pela mesma diferença de gols para levar a decisão aos pênaltis. Ou ganhar por quatro gols ou mais para avançar à semifinal. “Fizemos quatro gols fora de casa (contra Vasco e Corinthians) e não sofremos nenhum. Jogamos bem, agora é curtir a vitória. Descansar bem, para reavaliar o grupo, ver quem está bem, desconforto, cansaço, para definir o time. No futebol tudo pode acontecer. O Palmeiras tem vantagem enorme. Temos vantagem de jogar em casa, junto do nosso torcedor. Quem sabe?”.