Cuca valorizou a possibilidade de avançar na Sul-Americana, mas já avisou que a prioridade é se recuperar no Brasileirão (Silvio Luiz/AT) O técnico Cuca comemorou a vantagem conquistada com a vitória sobre o Macará por 2 a 1, na noite desta quinta (13), na Vila Belmiro, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Mas, preocupado com a situação do time no Brasileirão, avisou que vai poupar jogadores para o jogo de volta em Ambato, no Equador, no dia 20. Além de alguns lesionados, a sequência de partidas contra rivais diretos na zona de risco (Vasco, neste domingo, 16, e Mirassol, no dia 23), vai fazer o treinador rodar o time. "Praticamente obrigatório fazer isso, porque mal e mal, teremos 72 joras para jogar com o Vasco no domingo, um jogo muito importante. Depois tem uma viagem longa (até o Equador). Estar em três competições é importante para os profissionais, para o clube. Se conseguir passar dessa fase já vê mais próximo a final, que é o objetivo de todo grande clube", disse Cuca. Apesar de salientar a importância de avançar na Sul-Americana, a prioridade é o Brasileirão. “Não adianta ser campeão e ser rebaixado no Brasileiro. Pergunte pro torcedor o que ele prefere”, enfatizou. Minimizar os desfalques Preocupado com o elenco curto, Cuca disse que é preciso ter cuidado para não perder mais jogadores. Além de Igor Vinicius, Lucas Veríssimo e Gustavo Henrique, que tratam lesões, o time saiu do jogo contra o Macará com duas baixas: Gabriel Menino, que teve uma torção no joelho direito, e Gabriel Bomtempo, que sentiu a coxa esquerda. "Se você não rodar, não vai aguentar jogar nessa intensidade e físico de hoje, ainda não vi quanto nós corremos, mas sem dúvida foi uma das maiores do ano. Se sentir que o jogador não está 100%, vamos rodar, outros que estão em condição física melhor vão jogar. Não é só por preservação de lesão, é por competição. Escobar vai ficar fora lá, não temos um lateral imediato, vamos analisar as opções", apontou. Elogios a Neymar e Gabigol Cuca elogiou a dupla formada por Neymar e Gabigol no ataque. O primeiro foi decisivo nas assistências, que geraram os dois gols e outras oportunidades. E o camisa 9 por ter, finalmente, marcado o gol de número 100 com a camisa santista. "Neymar jogou muito bem a partida, muito truncada. O adversário fez 21 faltas, praticamente três vezes mais. Ele é o nosso principal jogador e é visado. Buscou o jogo, acelerou, finalizou e teve duas faltas que pegou bem, mas o goleiro defendeu. Serviu os companheiros. Tivemos dois gols impedidos também. Uma das melhores partidas que fez comigo. Além disso, competiu muito, voltou, recuperou bolas. Foi fundamental para a gente vencer". O técnico falou que a ansiedade de Gabigol estava atrapalhando o atacante nos jogos passados, quando desperdiçou chances de balançar a rede. “Estava incomodando ele também (não fazer o gol 100), era uma pressão natural. Faltava um, agora ele fez. Fez uma boa partida, fez dois gols impedidos ali no detalhe. Teve ainda mais duas chances no primeiro tempo. Tomara que ele mantenha assim adiante”.