Cuca: "Temos que entender que nos jogos decisivos, temos que jogar melhor, ter mais espírito, mais alma" (Raul Baretta/Santos FC) O Santos vai ter que juntar os cacos e reunir forças para dar uma resposta à torcida após o atropelo sofrido diante do Palmeiras, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, na noite de quarta, no Nubank Parque, em São Paulo. Assumindo a responsabilidade pela derrota por 3 a 0, o técnico Cuca frisou que o time precisa ter mais alma para dar a volta por cima. Não só no torneio, mas também no Brasileirão, já que o time volta a jogar no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Quando perde um clássico de 3 a 0, não tem justificativa. O maior responsável sou eu. Foi erro meu. Assumo a responsabilidade maior da derrota. O jogador também tem participação, é obvio, mas eu assumo, sem dúvida, a maior parte. O que vier de crítica, principalmente do torcedor do Santos. Temos que entender que nos jogos decisivos, temos que jogar melhor, ter mais espírito, mais alma. Quem sabe mais para frente a gente possa entender melhor em outras competições. Ou quem sabe na quarta-feira que vem (dia do jogo de volta contra o Palmeiras, na Vila)". O treinador concordou com o volante Willian Arão, que disse, ao final do jogo, que o time não teve uma postura digna no duelo contra o Palmeiras. "O Arão está criticando a ele, a mim, aos companheiros, porque é verdade O que ele falou é pura verdade", disse Cuca. Ausência de Neymar e Gabigol na reserva O técnico foi questionado sobre a ausência de Neymar, que chegou a ser relacionado para o confronto, mas nem ficou no banco. Durante o jogo, o camisa 10 disse, nas redes sociais, que estava disponível para a partida, mas que a decisão de ficar fora foi da comissão técnica. "A ausência do Neymar tem suas razões. Foi o tal do controle de carga, ele não pode ter uma sequência de desenvolver o futebol dele jogando hoje, domingo e na quarta. Os dois cartões que ele tem (na Copa do Brasil), uma série de fatores. Ele está isento. Por ele, teria vindo jogar. É uma responsabilidade da comissão técnica", disse Cuca. O treinador também explicou por que manteve Gabigol, artilheiro da equipe na temporada, com 17 gols, na reserva durante o primeiro tempo. "Não tem motivo. Nós pensamos numa estratégia, também não conseguimos segurar a bola no segundo tempo (com Gabigol em campo), tampouco finalizamos. A estratégia, até tomar o primeiro gol, estava dentro do script, estávamos até com o controle do jogo", justificou Foco no Brasileirão e esperança na Copa do Brasil Sem tempo para lamentar, o Santos tem neste domingo (30), às 16 horas, mais um jogo difícil, contra o Corinthians, na casa do rival, pela 25ª rodada do Brasileirão. O Peixe é o 14º colocado, com 26 pontos, somente dois acima da zona de rebaixamento, e uma derrota pode levar o time de volta à área de risco. O rival é o 10º, com 32. "Focar no Brasileiro. Domingo é o Corinthians, outro grande adversário. Nos remontar, juntar forças um do outro, de onde a gente puder, o momento vai ser duro, porque nós não representamos bem o clube, o torcedor e isso é inadmissível. Temos que nos fortalecer mais em todos os sentidos. Domingo é outra competição e daí a gente vê o que acontece no domingo para pensar na quarta-feira (contra o Palmeiras). Futebol tudo pode acontecer". Arthur pode reforçar o time? O técnico foi questionado sobre a possibilidade de ter reforços para a sequência da temporada. Apesar de não se mostrar muito convicto sobre essa possibilidade, Cuca falou sobre as perdas que teve no elenco e do desejo de contar com mais opções. Ele também se esquivou sobre a possível chegada do volante Arthur, ex-Juventus, da Itália, e Grêmio, que está livre no mercado. Para contratar, o Santos precisa pagar a dívida de cerca de R\$ 12 milhões ao Monaco e derrubar o transfer ban da Fifa. "Perdemos seis (jogadores), não contratamos seis. Elenco faz falta para qualquer equipe. Temos tido baixas, como tivemos mais uma vez hoje, o Lucas (Veríssimo, que voltou após três semanas e foi substituído no segundo tempo), e a gente não tem tanta recomposição. "Temos que ser criativos. Arthur é um grande jogador, mas não cabe a mim. Tem o transfer ban, a gente tenta aqui por o salário em dia dos jogadores, vamos priorizar isso. Às vezes é mais importante do que contratar. Temos que melhorar o que temos aqui e se puder trazer alguém, seria ótimo".