Treinador deixou o campo sob protestos da torcida, após o empate em 2 a 2 (Alexsander Ferraz/AT) O técnico Fábio Carille descartou pedir demissão do comando do Santos, mesmo após protestos da torcida pelo empate em 2 a 2 com a Ponte Preta, nesta sexta-feira (30), na Vila Viva Sorte, pela 24ª rodada da Série B. Ele se diz feliz na Cidade, mas entende que sua continuidade depende exclusivamente da diretoria. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A minha relação com a diretoria é muito boa. Sou muito claro, eles sabem o que passo, o que faço, o que treino. Mas está nas mãos deles. Quanto à torcida, não tenho relação com eles”, afirmou, durante coletiva após o jogo. O treinador entende que o desempenho, especialmente no segundo tempo, passa a impressão de que o time já dava a vitória como certa, pelo placar e por ter um jogador a mais. “Fizemos um jogo lento, que favoreceu a Ponte Preta. É algo que incomoda bastante, não pode passar, em campeonato difícil como esse. Voltamos muito devagar, e isso fez o adversário acreditar, crescer e conquistar um ponto importante”. Carille, contudo, reforça o otimismo quanto a uma urgente mudança de postura para a fase final da Série B. “Dá para reverter, sim. É um grupo qualificado e de homens. Precisa dar resposta para ontem. Já mostrou que não pode aceitar esses jogos. É ter mais ambição e entender o que é o campeonato”. O meia Giuliano, que foi capitão na partida desta sexta-feira e também participou da coletiva, saiu em defesa do treinador. “Não sei de onde surgiu essa história de que os jogadores estão incomodados. Na minha concepção, ele tem o time na mão. Aconteceu o que ele pensou. Foi assim que fizemos um bom primeiro tempo. Assumimos como elenco a responsabilidade. O treinador tem nossa confiança”.