[[legacy_image_34752]] O contrato do meio-campo Carlos Sánchez com o Santos termina em 22 de julho e a renovação ainda é um grande ponto de interrogação. A diretoria Alvinegra tem interesse na prorrogação do vínculo, mas, em razão das dificuldades financeiras pela qual o clube passa e a idade do uruguaio, que está com 36 anos, entende que o acordo precisa ser assinado com metas de produtividade. Essa condição, no entanto, não é bem vista por pessoas próximas ao camisa 7. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com o apurado por A Tribuna, dentro da cúpula santista há o consenso de que esse formato de contrato para a renovação com o uruguaio se faz necessário. Os atuais vencimentos mensais do jogador ultrapassam os R\$ 200 mil e oferecer um aumento salarial para a ampliação do vínculo sem condicionar o benefício a um determinado número de jogos seria inviável. Junto à questão financeira, há o fato de que, após a recuperação definitiva da lesão no ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo, sofrida em outubro do ano passado, Sánchez deve levar mais alguns meses para voltar a jogar em alto nível. E é aí que a idade do atleta, que completará 37 anos em dezembro, entra na balança, pois existe o receio de firmar um contrato com valores elevados e o meia ser pouco aproveitado por um longo período ou perder espaço para os mais jovens. Esse pacote, consequentemente, se tornaria um problema ao clube, pois empresários de outros jogadores poderiam usar os honorários de Sánchez como exemplo para exigir valores elevados aos seus atletas em futuras renovações contratuais. Por outro lado, o uruguaio e aqueles que gerenciam a sua carreira aguardam a proposta do Santos. Inicialmente, houve uma conversa para tratar da renovação, mas nela não foi manifestado o desejo, por parte do clube, de nortear o salário de Sánchez ao número de jogos disputados. Porém, segundo informações obtidas pela Reportagem, condicionar os vencimentos do camisa 7 à produtividade em campo é algo que não agrada ao seu estafe. Tal modelo de contrato é visto como "injusto" a Sánchez, que sempre se dedicou ao clube e era titular absoluto até o momento da lesão. Diante desse impasse, o sentimento na Vila Belmiro é que a passagem de Sánchez pelo Santos pode se encerrar no final de julho. Contrato em 2018, após a participação da seleção uruguaia na Copa do Mundo da Rússia, Sánchez acumula 105 jogos e 25 gols com a camisa alvinegra. Ele é o segundo maior artilheiro estrangeiro da história do Santos, atrás apenas do colombiano Copete, que tem 26.