[[legacy_image_283341]] Dois alvinegros e duas situações completamente diferentes, com o número 23 entre eles. Essa é a distância de pontos na classificação do Brasileiro entre Santos, com 16 e perto da zona de rebaixamento, e o líder Botafogo, com 39. É o elemento principal do duelo entre os times, neste domingo (23), às 16 horas, em uma Vila Belmiro sem torcida porque o Peixe cumpre punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Apesar desse oceano separando as equipes, o Santos incrivelmente ainda pode pensar positivo. Não se trata de minimizar o clima pesado vivido no clube em razão da troca de indiretas pelas redes sociais sobre disciplina, envolvendo o técnico Paulo Turra, o goleiro João Paulo e o atacante Soteldo. O venezuelano treina em separado como punição por não ter treinado com os reservas enquanto a diretoria procura um novo destino para ele. O motivo é que há outro número que favorece o Peixe. E diz respeito exatamente ao Botafogo: o Santos não perde para o rival carioca desde 2013 na Vila Belmiro, quando foi derrotado por 2 a 1, em 15 de setembro daquele ano – e acabou com um tabu de 12 anos sem derrotas para o time da Estrela Solitária. De lá para cá, foram cinco partidas no estádio, sendo quatro triunfos do Alvinegro praiano e um empate. “Toda derrota pesa e em um clássico ainda mais. Temos que nos unir e nos abraçar. Não só a comissão e os atletas, mas o clube. É o clube que está nessa situação e é ele que precisa sair. O Botafogo está em um bom momento e é difícil. Mas todos são. Temos que focar na gente. É mais importante do que no adversário, para que a gente consiga se superar no dia a dia, jogo a jogo”, explicou o auxiliar Felipe Endres, logo depois da goleada por 4 a 1 sofrida diante do São Paulo no último domingo, no Morumbi. Ele comandou o time à beira do campo porque Turra cumpriu suspensão pelo cartão vermelho recebido contra o Goiás e retorna no duelo com os cariocas. TimeSe no clássico frente ao Tricolor Dodô reestreou pelo Peixe, diante do Botafogo será a vez de Jean Lucas. O volante, que teve seu nome publicado na quinta-feira no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, disse estar pronto para atuar, embora demonstre preocupação pela falta de ritmo de jogo, pois não vinha sendo aproveitado no Monaco. “Falei para o treinador que estou pronto e vamos até onde der”, afirma. A entrada de Jean Lucas reforça o meio-campo santista, fazendo com que Paulo Turra troque o 4-3-3 pelo 4-4-2. Com isso, Dodi, Jean Lucas, Rodrigo Fernández e Lucas Lima integram o setor, causando a saída de Lucas Braga do ataque, formado por Marcos Leonardo e Mendoza. Fogão traz técnico “em adaptação”O Santos irá encontrar um adversário que, embora sólido, passa por um período de adaptação ao novo comando técnico. Após atraso para ser regularizado, o português Bruno Lage ficou pela primeira vez no banco de reservas apenas na última quarta, escalou um time alternativo e viu o Botafogo empatar por 1 a 1 com o Patronato, da Argentina, na rodada de volta dos playoffs por vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A classificação veio, pois o time venceu por 2 a 0 no jogo de ida, no Rio. Ainda se habituando ao futebol brasileiro, onde substituiu o compatriota Luis Castro, que aceitou uma proposta do Al-Nassr, Lage está começando a conhecer seus adversários. “Vamos em busca de uma vitória, pois os jogadores do Botafogo só pensam em ganhar seus jogos. Com união e trabalho, as palavras que mais ouço neste grupo, podemos atingir esse objetivo”, afirmou . O treinador português não poderá usar Victor Costa, suspenso por ter recebido o terceiro amarelo. Luis Segovia, até então substituto imediato, foi emprestado ao RWD Molenbeek, time belga do qual o dono da SAF botafoguense John Textor também é acionista. Por isso, a vaga deve ficar com Philipe Sampaio Poupados no jogo anterior, o goleiro Lucas Perri, o lateral-esquerdo Marçal, o volante Marlon Freitas e os atacantes Júnior Santos e Tiquinho Soares devem voltar ao time titular. (Estadão Conteúdo)