[[legacy_image_235147]] O cônsul honorário da Costa do Marfim, Tibe Bi Gole Blaise, levou ao Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, em Santos, um manto que em seu país é utilizado para sepultar todos os que são considerados nobres. É um gesto de reverência e homenagem ao ex-jogador Edson Arantes do Nascimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não há ninguém melhor que o Pelé. A África perde um grande filho. A África tem Pelé como referência. Nós ficamos chocados. A África não sabia que ele estava doente. Quando a notícia chegou deixou toda a África de luto”, disse o cônsul. Para o povo da Costa do Marfim e de todo o continente africano, Pelé é mais do que um ídolo. “Nós trouxemos o manto para enterrar o Pelé com ele”, afirmou Tibe Bi Gole Blaise. Em 1969, o atleta consegui dois feitos em nome da paz, na África. Na época, Congo e República Democrática do Congo concordaram em estabelecer uma trégua para que o time do Santos Futebol Clube pudesse cruzar da capital de um país para a do outro pelo rio e jogar dos dois lados da fronteira. Mas foi na cidade de Benin, na Nigéria, que Pelé parou uma guerra. O país enfrentava um conflito civil por causa de uma tentativa separatista da região de Biafra. Histórico Edson Arantes do Nascimento, conhecido mundialmente como Pelé e Rei do Futebol, morreu na tarde da última quinta-feira (29), após um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O maior jogador de todos os tempos lutava contra um câncer de cólon e teve falência múltipla dos órgãos. Aberto ao público, o velório acontece na Vila Belmiro até terça-feira (3), quando o corpo será sepultado no Memorial Necrópole Ecumênica, no Mausoléu de Pelé, local que ficará no primeiro andar e passará a ser um ponto turístico para Santos.