[[legacy_image_28002]] A venda do zagueiro Lucas Veríssimo, do Santos, para o Benfica, de Portugal, foi vetada pelo Conselho Fiscal, na noite desta terça-feira (17), em reunião virtual realizada pelo Conselho Deliberativo. O órgão reconheceu as dificuldades financeiras pelas quais o clube passa, mas não concordou com os valores oferecidos, tampouco com a forma de pagamento que os portugueses se comprometeram. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Assim, sem o parecer do CF, o tema não foi colocado em votação, conforme manda o estatuto do clube – faltando três meses para a eleição, nenhum jogador pode ser comprado ou vendido sem anuência do Conselho Deliberativo. No último dia 6, ATribuna.com.br antecipou o interesse da equipe portuguesa no defensor, assim como o desejo do Al Nassr, da Arábia Saudita, em contratá-lo. A proposta dos portugueses, de 6,5 milhões de euros (R\$ 41 milhões), era levar o jogador de 25 anos por empréstimo de um ano, a partir de 31 de janeiro de 2021, com a obrigatoriedade de compra em cinco parcelas anuais e começar a pagar apenas em janeiro de 2022. A oferta dos sauditas prevê ao Santos parte do pagamento imediatamente. O Al-Nassr quer comprar Veríssimo por US\$ 6,5 milhões (R\$ 34,6 milhões), sendo que US\$ 3,5 milhões (R\$ 18,6 milhões) seriam repassados ao Peixe na assinatura do contrato. Os outros US\$ 3 milhões (R\$ 16 milhões) seriam pagos em janeiro, quando o jogador partiria para o mundo árabe. Com pressa para o recebimento do valor em razão dos diversos problemas financeiros, o Santos conseguiu a antecipação dos 6,5 milhões de euros que os portugueses pagariam com um fundo de investimento belga que cobraria juros de 15% e encargos. Assim, segundo o controller do Peixe, Roberto Rabelato, o clube ficaria com aproximadamente 5,1 milhões de euros (R\$ 32,2 milhões). Durante a reunião, o presidente em exercício do Santos, Orlando Rollo, fez uso da palavra e falou que o defensor quer deixar a Vila Belmiro. “Na minha opinião, a proposta do Al Nassr era muito mais vantajosa para o Santos. Porém, o jogador quer sair, ele quer atuar no Benfica. Vocês sabem o que significa manter um jogador insatisfeito no elenco? Ainda mais um atleta com a liderança que ele tem. Peço aos conselheiros que coloquem a mão na consciência, porque o Santos precisa desse dinheiro”, disse o dirigente. Posteriormente, após a confirmação de que o estatuto não permitia a votação, Rollo pediu reconsideração de urgência ao Conselho Fiscal sobre a venda de Veríssimo, pois, segundo ele, o clube não terá dinheiro para pagar os salários dos jogadores nos próximos meses. “O Comitê de Gestão do Santos não terá responsabilidade caso percamos todos os jogadores de graça. Conste-se em ata. O Comitê de Gestão trouxe a solução. Não poderemos ficar com essa pecha”, desabafou. Apesar do pedido de Rollo, o Conselho Deliberativo não concordou com a solicitação e sugeriu ao Comitê de Gestão que busque uma oferta melhor pelo defensor. Caso isso ocorra, a mesa não irá se opor a realizar uma reunião emergencial nos próximos dias.