A mobilização dos torcedores do Santos foi decisiva para que o Conselho recuasse em mudanças polêmicas (Foto AT) Em sessão marcada por mais protestos de torcedores, o Conselho Deliberativo (CD) retomou na noite desta quinta (28) a votação do novo estatuto do Santos, na Vila Belmiro. E após muita pressão dos santistas, contrários a mudanças que pudessem interferir no processo eleitoral, a maioria dos conselheiros votou a favor da manutenção do que prevê o atual estatuto: um candidato a presidente não precisa ter cumprido mandato no Conselho para participar do pleito. O tema, um dos mais polêmicos na proposta do novo estatuto, dividiu opiniões nas últimas semanas. Opositores da gestão de Marcelo Teixeira viam na exigência de participação no CD uma forma de barrar candidatos que pretendem concorrer nas eleições, inicialmente previstas para dezembro. A antecipação do pleito para outubro também será colocada em votação em nova reunião. Propostas rejeitadas e manutenção do atual estatuto Inicialmente, a proposta de emenda aprovada pela Comissão do Estatuto previa o cumprimento de dois mandatos no Conselho para um candidato a presidência. O presidente da Comissão de Estatuto, Celso Pires, defendeu a emenda, dando como exemplo clubes como Corinthians e São Paulo, que têm as mesmas exigências. Após a explanação de conselheiros contrários à emenda, acompanhada por A Tribuna através do Canal do Peixe, já que as sessões são fechadas à imprensa, a emenda foi rejeitada. Duas outras foram colocadas em votação e a que exigia o cumprimento de um mandato também foi derrubada pelos conselheiros. Na votação da emenda que suprimia a exigência de mandato no CD, mantendo o previsto no atual estatuto, 65 conselheiros foram favoráveis e 41 contrários, além de oito abstenções. A sessão foi encerrada às 22h30 e tem previsão de ser retomada na próxima terça (2), segundo o presidente do CD, Fernando Akaoui.