As últimas eleições do Santos foram realizadas em dezembro de 2023 (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC) Na quarta reunião de apreciação e votação do novo estatuto do clube, realizada na noite desta terça (2), na Vila Belmiro, o Conselho Deliberativo (CD) do Santos aprovou a antecipação das eleições para presidente. Tradicionalmente realizadas em dezembro, as eleições deste ano podem ocorrer em outubro, caso a emenda aprovada pelos conselheiros seja chancelada na Assembleia Geral de Sócios. Apesar da aprovação da mudança de data, não foi definido quando o presidente eleito assumiria o cargo. A questão deverá ser ajustada, segundo o conselheiro Matheus Cury, nas disposições transitórias do novo estatuto, a serem discutidas apenas no final da votação de todas as emendas. No dia 11 de maio, em entrevista à imprensa, o presidente do CD, Fernando Akaoui, disse que a antecipação das eleições seria uma demanda antiga de ex-dirigentes do Alvinegro. "Ouvi de muitos ex-presidentes, que reclamam do pouco tempo que tinham para ter um plano para o ano seguinte. Praticamente 15 dias para fazer todo o plano. Além de ter que preparar com sua equipe muitos documentos que são necessários apresentar ao Conselho Deliberativo", justificou. Número de conselheiros mantido Outra decisão importante na reunião foi a manutenção do número de 58 sócios efetivos e 150 eleitos. Uma emenda da Comissão do Estatuto, que sugeria o aumento dos efetivos, foi rejeitada. A votação foi encerrada às 22h30 e será retomada apenas na próxima segunda-feira (8). Em reuniões anteriores, algumas emendas polêmicas foram rejeitadas pela maioria dos conselheiros, como a que mantém a regra do atual estatuto sobre a exigência aos candidatos a presidente. Depois que todas as emendas forem apreciadas e votadas, o presidente do Conselho tem 30 dias para convocar a Assembleia Geral de Sócios. Ao contrário da votação dos conselheiros, que votam as emendas uma a uma, os associados votarão em bloco, optando pela aprovação ou rejeição do novo estatuto. Para que ele seja aprovado, são necessários dois terços do número de votantes.