A Assembleia Geral, que teria votação neste domingo, na Vila Belmiro, foi adiada e ainda não tem data definida (Reinaldo Campos/Santos FC) A Mesa do Conselho Deliberativo (CD) do Santos adiou nesta quarta (4) a Assembleia Geral de Sócios, que seria realizada neste domingo (8), para votação do novo Estatuto Social do clube. A alegação para a mudança do pleito é que pelo novo regramento, a data-limite para inscrição das chapas para as eleições presidenciais de dezembro seria 12 de novembro, prazo que poderia inviabilizar o registro de alguma candidatura. Após as eleições, uma nova data será definida para a realização da assembleia. Desde a noite de terça, o presidente do CD, Fernando Akaoui, procurou a atual gestão e os candidatos a presidente para tratar do adiamento da assembleia, tendo a anuência dos postulantes ao cargo máximo do Alvinegro. "Após entendimento entre todas as partes, concluiu-se que, caso o novo texto fosse aprovado, não haveria tempo hábil para que os pré-candidatos registrassem suas chapas e apresentassem toda a documentação necessária dentro do prazo estabelecido", justificou a Mesa do CD, em nota enviada à imprensa. Diante do cancelamento da votação neste domingo, o prazo para o registro das chapas foi mantido até o dia 22 de novembro, "de forma a garantir condições iguais a todos os candidatos e evitar qualquer prejuízo às suas legítimas pretensões eleitorais", apontou. Marcação de assembleia gerou polêmica No mês passado, o agendamento da votação do novo estatuto, para o dia 8 de novembro, gerou polêmica entre um grupo de conselheiros e candidatos à presidência. Na visão deles, o processo célere de aprovação do novo estatuto, que, entre outras mudanças, permitirá ao clube vender 80% das ações de uma futura SAF, interessaria à atual gestão, de Marcelo Teixeira. Contrários à realização da assembleia antes das eleições, os candidatos Ivan Luduvice e Maurício Maruca entraram com ações na Justiça para barrar a votação neste domingo (8). Outro candidato, Wladimir Mattos, subscreveu a ação de Ivan Luduvice. José Renato Quaresma, outro postulante à presidência, também se manifestou a favor da não realização da assembleia. Nesta terça, uma decisão da 5ª Vara Cível da Comarca de Santos negou pedido de tutela de urgência que solicitava a anulação da assembleia, solicitação feita por Ivan Luduvice.