[[legacy_image_48269]] O ex-presidente do Santos, José Carlos Peres, que sofreu o impeachment no final do ano passado, foi expulso do quadro de sócios do clube na noite desta segunda-feira (24), pelos membros do Conselho Deliberativo (CD). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Durante uma reunião do órgão, realizada por meio de videoconferência, e que teve mais de três horas e meia de duração, os conselheiros seguiram a recomendação da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) sobre dois processos contra o ex-madantário: um tratava do uso indevido do cartão corporativo do clube, e o outro era sobre conceder autorização para a venda do atacante Marinho após ser afastado da presidência. As votações tiveram números expressivos, 97% e 95% de aprovação para a expulsão, respectivamente. Presidente do Conselho, Celso Jatene ainda sugeriu ao presidente santista, Andres Rueda, que ingresse com uma ação na Justiça exigindo o ressarcimento financeiro por parte de Peres referente aos gastos com o cartão corporativo, que ultrapassam R\$ 15 mil. A decisão, no entanto, cabe recurso na Justiça, caso Peres decida recorrer. Porém, em um primeiro momento, o ex-presidente, que já havia perdido os direitos políticos dentro do clube ao sofrer o impeachment em assembleia geral para os associados, também deixa de ser um dos sócios do Alvinegro. Contas reprovadas Além da aprovação para a expulsão de Peres, o Conselho também seguiu a recomendação do Conselho Fiscal (CF) e reprovou as contas de 2020, quando o clube foi administrado pelo próprio Peres e, posteriormente, após o impeachment, por Orlando Rollo. Foi a segunda vez que o órgão reprovou as demonstrações financeiras de 2020. A primeira havia ocorrido em 19 de abril. Desta vez, o CF emitiu um parecer com as defesas das duas partes, que não agradaram os associados. Assim, o caso será analisado pela CIS do clube, que irá ouvir mais uma vez Rollo e Peres e, futuramente, apresentar um terceiro parecer para os conselheiros. Se houver mais uma reprovação, a CIS irá sugerir quais punições poderão ser aplicadas aos dois gestores alvinegros em 2020, inclusive com a possibilidade de encaminhamento das investigações ao Ministério Público.