[[legacy_image_226310]] Em reunião realizada na noite desta quinta-feira (1º), os membros do Conselho Deliberativo do Santos aprovaram a "constituição da parceria com a WTorre para a construção da nova Vila Belmiro". A partir de agora o desenvolvimento do novo estádio santista necessita do aval dos sócios do clube, que irão se posicionar em Assembleia Geral a ser realizada no próximo dia 17. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Se aprovado pelos sócios, a empresa, que irá arcar com todos os gastos da construção, dará início à busca por R\$ 200 milhões com a venda de produtos do estádio (camarotes e cadeiras), além de aporte financeiro e financiamento para iniciar a construção. O projeto está avaliado em R\$ 300 milhões. A WTorre garante já ter um acordo encaminhado com duas instituições bancárias para o financiamento dos R\$ 100 milhões restantes. Se durante o processo de construção, a empresa não tiver condições financeiras de terminar a obra, um seguro no acordo entre as partes faz com que um banco arque com as despesas e contrate uma nova empresa para que o desenvolvimento do empreendimento não fique parado. A construtora prevê dois anos de execução dos trabalhos a partir do início da construção. Além das questões financeiras, Santos e WTorre precisam das autorizações da Prefeitura para iniciar a obra. Presente na reunião, Fábio Ferraz, secretário de Planejamento da Cidade, afirmou que a Administração Municipal é "entusiasta do projeto". Mudanças no projetoA apresentação do novo projeto foi feita pelo CEO do WTorre, Claudio Macedo, e o arquiteto da construtora Luiz Volpato. A readequação do projeto foi necessária em razão dos altos custos do material de construção durante a pandemia do novo coronavírus. Entre as principais mudanças dos projetos estão uma redução de 89 mil metros quadrados de área construída para 70 mil metros quadrados de área construída e uma laje a menos de estacionamento, o que faz com que as 900 vagas do projeto inicial se transformassem em 576 vagas. O gramado sintético do estádio não terá cobertura, mas 100% das arquibancadas do estádio estarão cobertas. A capacidade do estádio no novo projeto é de 30.108 capacidade em dias de jogos. Já para eventos como show a capacidade vai variar entre 25 mil e 40 mil pessoas. Dos 30 mil lugares em dias de jogos, 13.769 não terão cadeiras para os torcedores. Nas arquibancadas, 7.652 serão para torcedores que preferem assistir aos jogos sentados. Os demais lugares serão destinados para uma arquibancada superior com cadeiras, com 2.605 lugares; 80 camarotes, com capacidade para 1.060 pessoas, e dois decks premium, um capaz de absorver 3.877 torcedores em pé e outro para 1.146 santistas sentados. A construtora, que terá controle do estádio por 30 anos, não terá qualquer influência no valor dos ingressos para os torcedores do Santos em dias de jogos. Essa decisão será totalmente da diretoria do clube. A bilheteria em dias de jogos será 100% do Santos, assim como os gastos com energia elétrica, contratação de serviços de segurança, reposição de cadeiras quebradas e outros gastos rotineiros. Fora isso, a manutenção do estádio será toda custeada pela WTorre.