[[legacy_image_236472]] Acompanhar a carreira do Rei do Futebol quase que inteira foi uma das maiores alegrias do empresário Francisco Carlos Pereira de Araújo, de 73 anos. Ele virou torcedor do Santos Futebol Clube ainda criança exclusivamente por causa de Pelé. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ele contou em entrevista para A Tribuna que veio de uma cidade chamada Macaíba, no Rio Grande do Norte, para o Morro São Bento, em Santos com cerca de 10 anos. No local, ele morou até os seus 25 anos. Na época, para assistir aos jogos no estádio, ele pedia às pessoas da fila para fingirem que eram seus responsáveis, pois assim as crianças não pagavam. "Comecei a acompanhar o Santos no início da década de 60. Nos jogos, saía perguntando para as pessoas da fila: 'Posso fingir que sou seu filho para entrar no jogo?'. Depois da minha família, ver o Pelé jogar, era minha maior alegria", relembra. O empresário, que descia à pé do Morro São Bento até o estádio, chegou a ganhar uma bola do Rei do Futebol após um jogo na Vila Belmiro. O item, infelizmente, foi perdido. "Estava vendo o jogo e naquela época o alambrado era muito perto do campo. Então, quando os jogadores iam para o vestiário, passavam muito perto. E o Pelé passava com a bola embaixo do braço. Ele já era rapaz e eu era criança, fiquei pedindo: 'dá a bola pra gente!'. Ele pegou a bola e jogou, quem pegou fui eu, mas a molecada em volta pulou em cima. Um segurança foi atrás da gente e o Pelé falou: 'eu dei a bola para o menino, a bola é dele'". Ainda quando criança, Francisco vendia sonhos na praia para ajudar no sustento de sua família e um dia, no Canal 2, ofereceu a um casal, e para sua surpresa, o homem era o Rei Pelé. "Ofereci mesmo assim. Ele perguntou o que era. Falei que era sonho e perguntei se ele queria. Ele brincou e disse: 'não, mas vou te dar o dinheiro do doce para você não falar que viu o Pelé namorando na praia'. Ele sempre foi muito acessível", recordou. [[legacy_image_236473]] O amor dele pelo Santos atravessou gerações: suas três filhas são torcedoras do alvinegro praiano. A pedagoga Nicolle Rebelo de Araújo, de 28 anos, conta que seu pai até chorou quando soube da morte do Rei e ficou preocupada com a reação do patriarca quando a saúde de Pelé piorou, perto do Natal. "Falei pra ele. O Pelé é imortal, uma pessoa dessa não morre. Daqui a 200 anos a gente vai estar falando dele ainda porque ele realmente foi fora de série. No dia, meu pai chorava como uma criança".