A chegada de Cuca renovou a esperança dos torcedores, mas o Santos ainda se vê em situação delicada (Raul Baretta/Santos FC) Após duas derrotas seguidas, à beira da zona de rebaixamento do Brasileirão e com apenas cinco vitórias em 20 jogos na temporada, o Santos tenta conter a crise que toma conta da Vila Belmiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com os bastidores em ebulição, após reclamações de conselheiros e torcedores sobre as contas do clube, e cobrança dos jogadores de pagamento de atrasados, o time, 15º colocado, tenta arrefecer os ânimos com uma vitória sobre o Atlético-MG, neste sábado (11), às 20 horas, na Vila Belmiro, na 11ª rodada. Em meio à turbulência do momento, as duas maiores estrelas da equipe, Neymar e Gabigol, voltam a ficar à disposição do técnico Cuca. Ausente nos últimos dois jogos, a dupla pode dar novo ânimo ao time, que ainda não engrenou em 2026. No entanto, apesar da expectativa, o Peixe também não tem bom retrospecto com os dois juntos. Foram só quatro jogos, com uma vitória sobre o frágil Velo Clube, um empate contra o Corinthians e duas derrotas, para Novorizontino, nas quartas de final do Estadual, e Internacional, que resultou na demissão de Juan Pablo Vojvoda. O histórico do Alvinegro na temporada também não empolga. Das 20 partidas, o time só venceu cinco, contra adversários de menor calibre: Novorizontino, Noroeste e Velo Clube, pelo Estadual, além de Vasco, que estava na área de risco, e Remo, no Brasileirão. Nos outros confrontos, sete derrotas e oito empates. No balanço, aproveitamento pífio de 36,6%. A chegada de Cuca renovou a esperança dos torcedores de que o time possa reagir, mas o saldo do início do trabalho, por enquanto, ainda é preocupante. O Santos empatou com o Cruzeiro, venceu o Remo e perdeu para o Flamengo e o modesto Deportivo Cuenca, na estreia da Copa Sul-Americana. Sem motivos para celebrar Próximo de ver o clube completar 114 anos, na próxima terça-feira (14), o clima no Alvinegro está longe de ser de festa. Com R\$ 470 milhões de dívidas de curto prazo, com vencimento em até 12 meses, o clube pode sofrer novos transfer bans. Neste cenário administrativo nebuloso, a torcida teme rever, em campo, o velho filme que assombra os santistas desde 2021, à exceção de 2024, quando o Peixe jogou a Série B: disputar o Brasileirão lutando para não ser rebaixado.