Com dois gols, Breno Lopes, carrasco do Santos, foi o nome do jogo na Neo Química Arena (Roberto Casimiro/ FOTOARENA/ Estadão Conteúdo) O que seria uma manhã de festa na Neo Química Arena, em São Paulo, no último jogo de Neymar antes da convocação da seleção por Carlo Ancelotti, se transformou em pesadelo para o Santos. Numa partida muito ruim, neste domingo (17), o Peixe perdeu para o Coritiba por 3 a 0, frustrando os mais de 45 mil torcedores e deixando o Alvinegro à beira da zona de rebaixamento do Brasileirão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Quem esperava ver o camisa 10 brilhar viu Breno Lopes, carrasco do Santos na final da Libertadores de 2020, como o nome nome do jogo. Com dois gols, ele ainda sofreu pênalti e causou a expulsão de Barreal, num duelo tenso, com bate-boca, expulsão e lambança da arbitragem no segundo tempo. A derrota pode fazer o Peixe entrar na área de risco se o Grêmio pelo menos empatar com o Bahia, na tarde deste domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. O Santos tem 18 pontos, em 16º lugar, contra 17 do time gaúcho. O Coritiba subiu à sexta posição, com 23 pontos. O Alvinegro volta a campo nesta quarta (20), às 19 horas, contra o San Lorenzo, na Vila Belmiro, pela quinta rodada da primeira fase da Copa Sul-Americana. Lanterna do Grupo D, o time precisa vencer para se manter com chances de avançar às oitavas de final. Um jogo para esquecer O jogo começou com grande festa na Neo Química Arena lotada, mas o Coritiba freou a empolgação santista com um gol logo aos 5 minutos. Após recuperar bola no campo de defesa, Josué fez lançamento perfeito para Breno Lopes, que arrancou pela esquerda, ganhou na corrida de Lucas Veríssimo e bateu no canto direito de Gabriel Brazão. O gol enervou o Peixe, que não conseguia criar chances e dava espaços para os contragolpes do Coxa. Aproveitando as brechas, o time paranaense ampliou, aos 19. Pedro Rocha foi lançado na direita, ganhou de Veríssimo, deixou Adonis Frías no chão com um drible seco e rolou para Breno Lopes, que entrava livre pelo meio e só completou para o gol. O Santos não se encontrava no jogo. Mayke, que substituiu Igor Vinícius, com febre, era vaiado a cada toque na bola e jogadores que poderiam desequilibrar, como Gabriel Bontempo, Rollheiser e Neymar, estavam mal. Moisés, que substituiu Barreal, era nulo. E o Coritiba aproveitou. Aos 33, Escobar perdeu a bola na intermediária para Sebastian Gómez, que invadiu a área pela direita e bateu, mas Brazão salvou. Aos 36, Breno Lopes foi derrubado na área por Escobar. Pênalti, que Josué cobrou para marcar o terceiro, diante dos mais de 40 mil incrédulos santistas. Após o gol, Cuca sacou Mayke para a entrada de Christian Oliva. Com a alteração, Gustavo Henrique assumiu a lateral direita e na primeira descida, o Peixe teve a única chance de gol da primeira etapa. Gustavo Henrique cruzou, Escobar cabeceou forte para defesa de Pedro Rangel. A bola ainda bateu na trave e Neymar tentou de novo de cabeça, mas o goleiro salvou. No rebote, Rollheiser chutou para fora. Exposto na defesa, o Santos marcava mal e oferecia o contra-ataque para o alviverde, que só não marcou o quarto porque Brazão salvou mais uma vez, aos 41. Do campo de defesa, Breno Lopes lançou Lavega, que arrancou pela direita e bateu na saída de Brazão, que tirou com o pé, mandando a escanteio. O final do primeiro tempo foi de tensão, com troca de ofensas e empurrões entre Breno Lopes e Adonis Frías. Hostilizado pela torcida, o atacante do Coxa saiu mostrando uma tatuagem da Copa Libertadores de 2020, quando ele fez o gol na final contra o Santos no Maracanã. Treta, lambança da arbitragem, derrota amarga e frustração de Neymar O Santos voltou para a etapa final com três alterações. Gustavo Henrique, que voltou a sentir lesão na coxa direita, saiu para a entrada de Luan Peres. Gabigol e Barreal também entraram nas vagas de Moisés e Willian Arão. E o jogo recomeçou em atmosfera tensa, com bate-boca entre Neymar e Breno Lopes, que envolveu outros jogadores. Com a bola rolando, Gabigol arriscou de fora da área, aos 6, à direita do gol. A manhã de domingo não estava fácil para o Santos, que viu Luan Peres ser nocauteado, aos 7, em chute forte que acertou em cheio o rosto do zagueiro. A ambulância teve que ser acionada para tirar o jogador, que saiu para a entrada de João Ananias. O que era ruim ficou ainda pior com uma lambança do quarto árbitro, aos 19. Neymar estava sendo atendido na lateral do gramado enquanto o Santos fazia mais uma mudança. Escobar sairia para a entrada de Robinho Jr., mas o quarto árbitro, Bruno Mota, ao invés de anunciar a saída do camisa 31, mostrou a placa com o número 10. O erro gerou revolta dos santistas, mas o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva confirmou a alteração e Neymar teve que sair, indignado. “Vergonha, vergonha”, disse o astro, mostrando o papel que sinalizava a alteração, com a saída do número 31. O erro, segundo repórteres que estavam trabalhando em campo, teria sido de um representante da Federação Paulista, que já entregaria a placa eletrônica configurada ao quarto árbitro. No recomeço da partida, mais confusão. Lançado na esquerda, Breno Lopes sofreu entrada dura de Barreal, que foi expulso, aos 27. O Santos ainda buscou reagir e perdeu chances com Veríssimo, aos 35, cabeceando por cima do gol. Aos 39, Robinho Jr. perdeu chance incrível. Lançado, o atacante avançou sozinho e chutou à direita do gol. Os minutos finais foram de provocação da pequena torcida alviverde presente na Neo Química Arena, diante da irritação dos santistas, irritados com o vexame do Peixe. Foi a segunda vitória do Coritiba no estádio este ano, já que a equipe já derrotara o Corinthians por 2 a 0. Ao Santos e a Neymar, vaias e protestos da torcida, em mais um capítulo decepcionante do Alvinegro na Capital.