Wendel Silva comemora o gol que abriu a vitória do Santos, que se mantém na vice-liderança da Série B (Alexsander Ferraz/AT) Em mais um jogo polêmico, o Santos, enfim, espantou a zica da Vila Viva Sorte ao bater o América-MG por 2 a 1, na tarde deste domingo (15), se vingando da derrota do primeiro turno e dando fim a um jejum de quatro jogos sem vitória em casa. Depois de abrir 2 a 0, o Peixe levou um susto no final. O América diminuiu e ainda reclamou de um suposto pênalti, aos 54 minutos do segundo tempo, que gerou muita confusão após o apito do árbitro Arthur Gomes Rabelo. Com o resultado, pela 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro se manteve na vice-liderança, com 46 pontos, um atrás do Novorizontino. Embalado e aliviado após a segunda vitória consecutiva, que tira a pressão sobre o técnico Fábio Carille, o Santos volta a campo na quinta (19), às 21h30, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, contra o Botafogo-SP. O jogo Apesar da vitória, o primeiro tempo do Santos foi ruim. Nem parecia que o time precisava dar uma resposta à torcida, nem o troco no Coelho, após ser derrotado na partida de Belo Horizonte, com o polêmico gol marcado após a contusão de João Paulo. Pelo contrário, a equipe entrou em campo da forma habitual: em marcha lenta. Contra um América-MG todo postado no campo defensivo, o time não conseguia furar a sólida marcação do Coelho. O que se viu na primeira metade da etapa inicial foi uma sequência ineficiente de bolas alçadas à área americana. Sem um atacante alto, o time mineiro ganhava todas e buscava surpreender o Santos nos contragolpes. O primeiro lance de emoção só aconteceu aos 24, em beto tiro de Diego Pituca, o primeiro do Peixe no jogo. De fora da área, ele obrigou o goleiro Dalberson a fazer grande defesa, mandando a escanteio. O Coelho respondeu em duas cobranças de falta. Aos 30, com Rodriguinho, e aos 37, com Adyson, mas Gabriel Brazão, bem colocado, espalmou as duas. Antes de ir para o intervalo, Giuliano tentou duas vezes de cabeça, aos 38 e aos 41, mas as testadas saíram à esquerda do gol. O baixo rendimento gerou vaias da torcida ao final da etapa. Mudança de atitude O Peixe voltou sem alterações para a etapa final, mas com uma postura mais incisiva e chegou com perigo nos minutos iniciais. Aos 7, Otero bateu falta venenosa perto do bico esquerdo da grande área, mas Dalberson salvou. No rebote, a bola foi espanada para fora da área e JP Chermont arriscou o tiro, que saiu fraco, fácil para o goleiro americano. Com mais velocidade e presença no ataque, o Alvinegro foi encurralando o América-MG e o gol saiu aos 15. Otero cobrou escanteio pela direita, Jair cabeceou fraco, mas o goleiro Dalberson deu rebote e Wendel Silva conferiu, abrindo o placar. O gol animou o Santos, que fez o segundo com JP Chermont, aos 25. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para o lateral-direito, que encheu o pé da entrada da grande área. O tiro saiu cruzado e bateu no poste direito antes de entrar, mas o gol levou alguns minutos para ser confirmado. Em posição de impedimento, o zagueiro Gil estava à frente do goleiro, abrindo as pernas para a bola passar. Após checagem no VAR, o árbitro Arthur Gomes Rabelo confirmou o gol. Pressão, gol e confusão O América-MG acusou o golpe, mas ainda tentou reagir. E assustou o goleiro Brazão em um chute de fora da área de Alê, que passou perto do travessão, aos 39. Com o jogo sob controle, Carille aproveitou para fazer várias alterações nos minutos finais, entre elas, a reestreia do zagueiro Luan Peres com a camisa do Peixe, em lugar de Escobar. A torcida já gritava olé a cada toque de bola santista, mas engoliu seco com o inesperado gol americano, aos 48. Moisés recebeu de Vinícius de frente para o gol, de fora da área, e bateu. A bola desviou em Gil e “matou” Brazão. O jogo ficou tenso nos acréscimos finais, com a pressão americana, e o último lance, aos 54, gerou muita confusão. Após cobrança de escanteio, a bola bateu na mão do lateral Hayner, que entrara em lugar de JP Chermont, e o América-MG pediu pênalti. Após análise do VAR, o árbitro conferiu o lance e marcou falta em cima do lateral santista, revoltando os jogadores do time mineiro. Atletas e comissão técnica partiram para cima da arbitragem após o apito final e o técnico Lisca foi expulso.