Neymar comemora o primeiro gol na volta ao Peixe, que abriu a importante vitória sobre o Água Santa (Alexsander Ferraz/AT) Com uma assistência e um gol de Neymar, o primeiro do craque com a camisa 10, o Santos venceu o Água Santa por 3 a 1, na noite deste domingo (16), na Vila Belmiro, e assumiu a liderança do Grupo B do Paulistão, com 12 pontos. O resultado tirou um peso enorme das costas do técnico Pedro Caixinha, que entrou em campo pressionado pela campanha ruim e a, então, lanterna da chave. O Peixe, que tem um ponto a mais do que os outros três times do grupo, Guarani, Red Bull Bragantino e Portuguesa de Desportos, volta a campo nesta quarta-feira (19), às 19h15, novamente no Alçapão, contra o Noroeste. Um novo triunfo pode deixar o time muito próximo das quartas de final. O jogo Após a atuação ruim de alguns jogadores no clássico contra o Corinthians, o técnico Pedro Caixinha fez várias modificações no time. O lateral-direito Leo Godoy e o zagueiro João Basso foram substituídos, respectivamente, por JP Chermont e Gil. No meio-campo, Tomás Rincón e Diego Pituca deram lugar a João Schmidt e Gabriel Bontempo. No ataque, Tiquinho Soares saiu para a volta de Soteldo. Com uma das piores campanhas do Estadual, o Água Santa surpreendeu no início e buscou o ataque, mas sofreu o primeiro gol aos 13 minutos. Neymar recebeu dentro da área, se livrou do marcador com um toque de letra, mas foi derrubado. Pênalti, que o astro cobrou deslocando o goleiro Luan Ribeiro, para fazer o primeiro gol após o retorno ao Alvinegro, desta vez com a camisa 10 do Rei Pelé. Foi o tento 139 do Menino da Vila pelo Peixe. O último gol marcado pelo craque, com a camisa 11, aconteceu há quase 12 anos. Foi no dia 17 de abril de 2013, na Vila Belmiro, na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, pela Copa do Brasil. O gol animou o Santos, que marcou o segundo, aos 25. Após roubada na saída de bola do Netuno, Soteldo acionou Guilherme na esquerda. O atacante cruzou, a defesa do Água Santa bateu cabeça e a bola sobrou para Thaciano só escorar e fazer o primeiro gol com a camisa santista. Aos 30, por pouco a Vila Belmiro não assistiu a uma obra-prima. Guilherme tabelou com Neymar, que devolveu com uma cavadinha. Dentro da área, Guilherme furou no momento da conclusão, mas conseguiu tocar de cabeça e o defensor do Netuno tirou quase em cima da linha, mandando a escanteio. O Água Santa não se rendeu. Assustou aos 36, após tabela de Marco Antônio e Ynaiã, que entrou livre pela direita e mandou uma bomba cruzada, na saída de Gabriel Brazão, que impediu o gol com grande defesa. Insistente, o Netuno diminuiu aos 42, com um golaço de Netinho. O volante recebeu a bola na intermediária e acertou um tiro forte, no ângulo direito, sem chance para Brazão. O Santos ainda teve uma oportunidade para ampliar, aos 46. Neymar fez belo lançamento na esquerda para Guilherme, que invadiu a área e bateu para defesa de Luan Ribeiro. Susto e alívio O Santos voltou para o segundo tempo com Luisão em lugar de Zé Ivaldo. O titular apresentou um quadro leve de desidratação, por conta do forte calor, e teve que ser sacado. Sem conseguir se impor em campo na etapa final, o Peixe não criava situações para matar o jogo, dando espaços para o Água Santa, que rondava o gol de Brazão. Caixinha fez, então, mais mudanças, com as entradas de Diego Pituca, Tiquinho Soares e Tomás Rincón O jogo se tornava perigoso, mas o artilheiro isolado do Paulistão aliviou a barra para o Peixe, aos 24. JP Chermont cruzou da direita, Neymar tentou dominar no meio da área, mas sem conseguir, deu assistência, quase deitado, para Guilherme encher o pé e marcar o terceiro. Foi o novo gol do Amado, em dez jogos, no Estadual. A vantagem tranquilizou o Santos, que controlou o jogo e chegou a fazer o quarto, com Soteldo, aos 36. Mas o bandeira havia assinalado, com precisão, o impedimento de Neymar na jogada. O panorama do jogo não se modificou até o final e a torcida ainda teve tempo para ovacionar Neymar na saída de campo, aos 39, para a entrada de Miguelito. O quarto jogo pelo Peixe após o retorno foi o que o craque ficou mais tempo em campo. Além de demonstrar a conhecida habilidade, Neymar também mostrou maturidade, liderando a equipe, cobrando e incentivando os companheiros, justificando o uso da braçadeira com o Z, de Zito.