Fábio Carille cumpriu a missão que lhe foi dada e, mesmo criticado, recolocou o Santos de volta na elite nacional (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Fábio Carille reconheceu que, em alguns momentos, a obrigação de conquistar o acesso na Série B pesou sobre a comissão técnica e o elenco e fez o time oscilar durante o campeonato. Mas, entre altos e baixos, o Peixe garantiu a volta à elite com duas rodadas de antecedência e está muito perto do título da competição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “No Paulista não tínhamos responsabilidade nenhuma. Dos 12 jogos da primeira fase, em dez fomos bem. Na Série B tínhamos obrigação. Muitas vezes esse peso atrapalhou sim. A responsabilidade de ter que ganhar, de ter que voltar. Claro que é diferente a cobrança”, avaliou o técnico, após a vitória sobre o Coritiba, por 2 a 0, na noite desta segunda (11), em Curitiba, que garantiu o retorno do Peixe à elite. . Para Carille, a responsabilidade aumentou ainda mais depois que o time chegou à final do Paulistão contra o Palmeiras, numa decisão equilibrada. “Se tivéssemos chegado nas quartas de final do Paulista, ninguém ia falar nada, a cobrança estaria no Brasileiro. Com certeza esse peso, não só para mim, mas para os jogadores dentro de campo, tiveram momentos que não soubemos administrar. Mas, no final, deu tudo certo. O Santos está de volta (à Série A)”. Certeza da conquista Carille frisou que sempre teve confiança na conquista do acesso, uma vez que o clube esteve no G4 em 32 das 36 rodadas disputadas até aqui. E que não pensou em deixar o Santos quando a torcida pressionava pedindo sua demissão, pela série negativa do time no primeiro turno. “Ficamos três ou quatro rodadas fora do G4. Como que vamos achar que não ia dar, se ficamos sempre ali no G4? Internamente, não senti em momento algum que o trabalho seria interrompido. O externo a gente não controla. O interno está controlado até agora. Não (pensei em sair do Santos)”. “Uma hora a conta ia chegar” O treinador lembrou da primeira passagem pelo clube, quando chegou, em setembro de 2021, para comandar o time na campanha de recuperação no Brasileirão. Ameaçado de rebaixamento à época, a equipe fechou o campeonato em 10º lugar. “Muitas coisas erradas no clube, uma hora paga. Não vamos agora falar que nunca devia ter caído. Eu participei em 2021 e já tinham coisas erradas. Uma hora a conta ia chegar, não tem jeito. Mas estou muito feliz por esse objetivo, mais um na minha carreira”.