Miguelito chegou à Vila em 2018 e hoje, aos 20 anos, é destaque da Bolívia nas Eliminatórias da Copa 2026 (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC) (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC) O meia-atacante Miguelito não entrou em campo no final de semana pelo Santos, nem pela Bolívia, mas novamente foi assunto na entrevista do técnico Fábio Carille, após a vitória sobre o Mirassol, sábado, na Vila Viva Sorte. Destaque nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026, o jogador vem sendo pedido pelos torcedores no Peixe. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pela terceira vez nas últimas semanas, desde a vitória por 2 a 1 sobre o América-MG, na Vila, no dia 15 de setembro, Carille, que só relacionou o boliviano cinco vezes na Série B, foi obrigado a falar do jogador. Na primeira resposta, o treinador foi curto e grosso, ao ser questionado sobre o motivo de Miguelito ser pouco aproveitado. Foram só 52 minutos em quatro jogos. “Pode ficar tranquilo, ele voltando (ao clube, após o jogo contra a Argentina, amanhã) vai ter mais minutos”, disse Carille. O meia Giuliano, que participou da entrevista ao lado de Carille, destacou o potencial do boliviano, mas ponderou que ele ainda não está pronto para assumir a titularidade. “É um jovem de muito talento, perna esquerda excepcional, mas falta um pouquinho de intensidade, uma questão mental, de preparação. O que ele faz na Bolívia e no sub-20 não consegue fazer nos treinamentos”, disse Giuliano. O meia, decisivo nos últimos jogos e artilheiro do Alvinegro na temporada, com 12 gols, disse não ter dúvida sobre o futuro de Miguelito, mas ainda o vê em processo de formação. “Vai ser um grande camisa 10 no Santos, mas ainda não está preparado para isso. Está fazendo grandes atuações na seleção e merece, porque está se dedicando. Quando voltar, espero que tenha a mesma performance conosco”, avaliou. Planejamento para 2025 Em outro momento da entrevista, novamente perguntado sobre o boliviano, Carille falou mais sobre o meia-atacante e outros jogadores da base santista. “Quando coloquei o Miguelito, a resposta dele não foi legal e ele concorda com isso. A Série A é mais fácil do que a Série B para os garotos. Acompanho o Miguelito, vi contra o Cuiabá pela TV (no Brasileiro de Aspirantes), contra o Palmeiras no Brasileiro sub-20, fui a jogos na Vila, no CT. A gente vê talento muito grande, mas está tendo dificuldade na Série B”. Além de Miguelito, o técnico apontou outros nomes que podem ser inseridos na equipe profissional na próxima temporada, já que restam apenas sete jogos para o final da Série B. “O clube tem que abrir espaço dentro do planejamento, porque tem garotos bons. Gosto também do (Gabriel) Bontempo, do Gustavo Henrique, do venezuelano, o (Nicola) Profeta, do zagueiro Diego, que de vez em quando vem treinar comigo. Para 2025 precisa ter espaço para estes meninos”.