Fábio Carille entende a insatisfação dos torcedores, mas pediu união pelo acesso do Peixe (Alexsander Ferraz/AT) O técnico Fábio Carille elogiou o empenho da equipe na difícil vitória sobre o América-MG por 2 a 1, neste domingo (15), na Vila Viva Sorte, que deu fim à seca de quatro jogos em casa e manteve o time na vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Afirmando ter respaldo da diretoria e que a pressão sobre ele é “externa”, o treinador pediu que a torcida jogue junto com o time, para que a meta de chegar aos 64 pontos, necessários para o acesso, seja conquistada o quanto antes. “A Vila Belmiro tem que ser esse caldeirão a nosso favor. Tem muita gente que não gosta de mim, não gosta desse jogador ou daquele, não gosta do presidente. Mas agora não é hora disso. Sei que o Santos vem sofrendo muito nos últimos anos, não só no Campeonato Brasileiro, mas no Paulista também. Sei dessa indignação e tem que ter mesmo, mas vem com a gente. São seis jogos em casa. O futebol é um jogo de acertos e erros. Se errou, é dar força. Hoje teve um ambiente legal. No fim do ano, se eu vou ficar ou não são outros 500. Agora não é hora disso. É hora de se fechar”, conclamou o técnico. Garantindo estar respaldado pela diretoria, Carille reconheceu que os torcedores estão insatisfeitos com o rendimento da equipe, mas voltou a pedir apoio na reta final da Série B. "Já vim muitas vezes na Vila e sei quanto é ruim jogar quando a atmosfera está a favor do Santos. Claro que também tem um pouco da nossa atitude dentro de campo para deixar o torcedor assim, mas agora não é hora. É comprar a briga junto com a gente. Reta final, faltam 12 jogos para terminar, com seis vitórias, 64 pontos, está garantido. Quando a gente chegar, aí pensa em título. Tem muita coisa. Temos time, já mostramos isso. Entendendo a Série B, para que a gente busque pontos fora também”. Sem pensar em 2025 Questionado se tem a intenção de renovar o contrato para a próxima temporada, Carille afirmou que não pensa nisso no momento. O foco, segundo ele, é totalmente no acesso. “Não estou pensando no ano que vem. Estou pensando em subir e foi para isso que viemos. Depois não sei o que vai acontecer, não estou pensando nisso. Erros vão acontecer. É continuar apoiando, para que a gente, dentro de campo, faça o melhor e busque a vitória. É só falar desse momento de trazer o torcedor com a gente. Independente de qualquer situação, a gente sabe o quanto é importante eles apoiarem e estarem do nosso lado”.