Fábio Carille diz que diretoria está trabalhando para 2025, mas só vai decidir futuro após garantir o acesso (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Fábio Carille não quer saber de comemoração antecipada. Com mais quatro jogos a disputar (alguns times ainda têm cinco partidas a realizar), o treinador pede foco para o compromisso contra o Vila Nova, neste sábado (2), na Vila Viva Sorte. Com mais uma vitória, Carille acredita que o cenário vai “clarear” para se discutir uma possível continuidade do trabalho em 2025. “Matematicamente não estamos ainda (classificados). Temos que respeitar muito o futebol, já vimos muitas coisas. É deixar os caras ligados para esse jogo em casa. Uma vitória, respeitando o Vila Nova, mas se impondo dentro de casa. Com 65 pontos não tem erro. Estamos com 62, faltam 12 pontos para disputar. O Ceará tem 54. Se ganhar as quatro, chega a 66. Então, vamos passo a passo, focar no Vila Nova, procurar os três pontos em casa para, aí sim, projetar o segundo passo”. Carille disse que seria um privilégio conquistar o acesso na Vila, para que o “choro de tristeza (pelo rebaixamento) vire um choro de alegria”. Mas mesmo se o time ganhar do Vila Nova, no sábado (2), a equipe não poderá comemorar o acesso, já que o Ceará joga apenas no domingo (3), em casa, contra o Avaí. E o futuro? O técnico disse que após a confirmação do acesso, será o momento de “junto com diretoria entender o que vai ser 2025, o que vai ser feito, se vai ter continuidade ou não, algo que está bem quieto e tem que estar mesmo”, afirmou ele, pedindo foco primeiramente no objetivo de garantir a volta à Série A. “Não podemos tirar o nosso foco. Tenho certeza que a diretoria tem trabalhado bastante. Algumas coisas estou sabendo, eles me deixam a par. Mas a gente precisa sentar e ver o que é melhor para o Santos, para o clube, para todos”. Questionado se gostaria de permanecer no clube na próxima temporada, já que o acesso garante a renovação automática do vínculo até o final de 2025, Carille voltou a dizer que o assunto ainda será discutido com a direção santista. “Ficar no Santos, uma camisa desse tamanho, não tem como falar não. Preciso saber o que é bom para mim e para o clube. Não conversamos nada sobre reforços. Talvez, depois do jogo do Vila Nova, se as coisas clarearem, pode ser. Mas tenho certeza que os profissionais que estão ali estão cuidando de algumas coisas que tem que cuidar para, na frente, ficar mais fácil para definir. Ainda não foi conversado nada sobre isso e não vejo como momento para isso”.