Carille valoriza persistência da equipe e pede apoio a Patati e aos garotos da base (Reprodução Santos TV) O suado triunfo sobre a Chape por 1 a 0, na noite desta segunda (1), na Vila, foi um prêmio à persistência da equipe e cumpriu o objetivo do Santos na rodada: voltar ao G4. Mas a pressão da torcida sobre os jogadores, especialmente ao atacante Weslley Patati, foi motivo de reprovação do técnico Fábio Carille. "No futebol, tem algumas coisas que a gente não consegue entender. O gol saiu de uma bola que não treinamos. Gol da recompensa de um grupo que treinou, persistiu, faltou calma nas tomadas de decisões. O objetivo era ganhar o jogo, voltar a ficar entre os quatro", analisou Carille. Numa partida marcada pelo aproveitamento de vários jogadores da base, como Jair, JP Chermont, Souza, Mateus Xavier e Weslley Patati, o treinador se mostrou favorável ao uso dos garotos, mas pediu calma. E criticou o comportamento de alguns torcedores, que perseguiram Patati antes mesmo do jogo começar. "O torcedor tem que entender que o Weslley, já foi falado que era o novo Neymar, na minha primeira passagem por aqui. Isso não ajuda nada. No hino já estavam xingando o moleque, algumas pessoas vêm mal intencionadas ao estádio, não teve carinho da torcida. Estamos no G-4. Peço que pelo menos apoie, ele errou em uma postagem (nas redes sociais, quando reclamou de uma viagem de ônibus). Não concordo com isso, algo que me preocupei", disse Carille. O treinador disse entender a impaciência dos torcedores, que vêm sofrendo com as más campanhas nos últimos anos, mas lembrou que na trajetória do vice-campeonato paulista, ninguém cobrava maior presença das revelações. "Sei que a impaciência da torcida não é de hoje, são três anos sofrendo. Todos aqui têm essa consciência e apenas com as vitórias é que voltaríamos a ter calma. Fizemos um bom Paulista e ninguém falou dos garotos, mas tivemos o JP Chermont e o Jair. Estou acompanhando a base, isso é histórico no Santos e não vamos mudar". Jair e Mateus Xavier Carille também falou sobre a participação de outros jogadores oriundos das categorias inferiores. "Falou-se muito quando o Jair foi para o sub-20, que ele foi rebaixado, mas ficamos quietos. Ele teve duas lesões de (ligamento) cruzado. Além de ajudar o sub-20 era importante para ele ganhar tempo", analisou Carille O técnico também elogiou a estreia no profissional do atacante Mateus Xavier, de 17 anos. "Ele me chama a atenção desde a Copa São Paulo. Não é titular do sub-20, mas sempre entra e sempre vai bem. Eu gosto, sempre comentei. Fez um bom treino na sexta-feira, que nos deu confiança de que poderíamos colocar no jogo".