[[legacy_image_113207]] A derrota por 3 a 1 para o Atlético-MG, quarta-feira (13), no Mineirão, representou o quinto jogo do Santos com o técnico Fábio Carille fazendo uso do esquema com três zagueiros. A formação trouxe mais organização para a equipe, mas os números não são positivos. Nas oportunidades em que iniciou os compromissos com três defensores - Ceará, Juventude, São Paulo, Grêmio e Galo -, o Alvinegro venceu uma, empatou duas e perdeu outras duas. Nessas cinco partidas, o Peixe marcou três gols, mas sofreu sete, o que aponta para um saldo de -4. Apesar dos números não serem favoráveis, Carille tem optado por seguir com o esquema de jogo baseado no desempenho da equipe. E após a derrota para o Atlético-MG, o treinador salientou que os gols sofridos não foram fruto da formação ou do posicionamento dos seus jogadores. “A gente acaba vendo que os três gols não foram por uma questão de posicionamento. Se eu começar a olhar para trás, estamos ferrados. Temos que olhar daqui para frente. Faltam 13 jogos e é isso que eu tenho que olhar. Se eu começar a olhar e levar para o meu grupo o que o Santos fez até agora, acho que é uma situação muito ruim, que não vai nos levar a nada. Temos que olhar daqui para frente, melhorar com os erros, melhorar o que temos feito de bom para que a gente saia disso”, disse o técnico dando indícios de que seguirá com os três zagueiros. O Santos é o primeiro time que Carille monta com três defensores. Tendo Pará e Felipe Jonatan longe de uma boa fase e ciente de que Madson e Moraes são opções com uma mentalidade muito ofensiva para a posição, o treinador, em razão das lesões de Luiz Felipe, Kaiky e Robson, tem sido obrigado a improvisar o volante Vinícius Balieiro na defesa. "Desde quando chegamos aqui, começamos a detectar a possibilidade de resposta boa com três zagueiros. Com quatro anos e meio, é a minha primeira experiência. Não é minha preferência, mas acredito que por característica o time pode corresponder bem assim", explicou o comandante santista. Duas mudanças de esquema Só em dois desses cinco jogos que Carille, durante os 90 minutos, mudou a formação da equipe. No empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Morumbi, quando Danilo Boza entrou no lugar de Camacho e formou uma linha com quatro defensores ao lado de Vinicius Balieiro, Velázquez e Felipe Jonatan, e na vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, na Vila Belmiro, com Madson, Velázquez, Wagner Leonardo e Felipe Jonatan encerrando o confronto.