A escolha de Neymar da Silva Santos como CEO foi apontada como "eleitoreira" pelos opositores de Marcelo Teixeira (Mateus Belo/Santos FC) Os candidatos que concorrerão às eleições do Santos, no dia 12 de dezembro, consideraram o anúncio de Neymar pai como CEO do Alvinegro como um ato "eleitoreiro e de desespero" da atual gestão. Alguns elogiaram o empresário, que vem investindo no Santos desde que o filho voltou à Vila Belmiro, em janeiro do ano passado, mas veem oportunismo eleitoral do presidente Marcelo Teixeira em associar sua imagem à do pai do astro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Teixeira ainda não confirmou se será candidato à reeleição, mas tudo indica que o anúncio será feito em breve pelo atual mandatário, que assumiu o clube no dia 1º de janeiro de 2024 e tem mandato a cumprir até 31 de dezembro. "Depois de tantos erros na administração financeira e esportiva, recorrem ao amor e à ligação que Neymar pai e nosso ídolo Neymar Jr. têm com o Santos, para tentar encontrar uma saída para os problemas que eles próprios criaram. O Neymar pai já demonstrou, em pouco tempo de participação, sua capacidade de gerar receitas, buscar soluções e contribuir para a chegada de atletas de qualidade. Reconheço sua competência e seu compromisso com o Santos", disse José Renato Quaresma, que classificou o anúncio como "uma demonstração de desespero em que a atual gestão colocou o clube". Maurício Maruca lembrou que o atual estatuto não prevê a existência de um cargo de CEO. "Não sei como estão fazendo isso". Ele afirmou que o anúncio não muda "absolutamente nada" em sua candidatura. "Não será esse movimento eleitoreiro que salvará a imagem destruída dessa gestão. Arrisco dizer que manchará a imagem de Neymar pai com todos que desaprovam a maneira como a gestão, a quem ele se colocou como salvador, destruiu as finanças e o nome do Santos. Espero que eu esteja enganado". Ivan Luduvice, por sua vez, sintetizou o posicionamento em uma frase. "Medida eleitoreira e desesperada de um candidato com altíssima rejeição e que está atrás nas pesquisas", disse, referindo-se a Marcelo Teixeira, que ainda não oficializou a candidatura. Wladimir Mattos, que abdicou da candidatura a presidente para ser candidato a vice-presidente de Luduvice, disse que a decisão de dar o cargo de CEO a Neymar pai foi "jogada de marketing da gestão". "Mais do que cargo, Neymar pai está mais preocupado com os problemas estruturais e financeiros do clube, afinal, seu filho está lá", ponderou. Outro lado Procurado para comentar o posicionamento dos candidatos a presidente do Santos, Marcelo Teixeira enviou uma nota, através de sua assessoria de imprensa. Confira: “O Neymar pai aceitou o convite para assumir o cargo de CEO do Santos porque existe uma relação de confiança estabelecida com a atual gestão. Há também um desejo, por parte dele, de contribuir ainda mais com o clube”.