[[legacy_image_319050]] Um dia após o Santos ser rebaixado no Brasileirão, o Grupo Tribuna promoveu, em sua sede, o debate entre os cinco candidatos a presidente do clube na eleição que será realizada amanhã. O evento, que teve pouco mais de duas horas de duração e transmissão pela internet, contou, além dos presidenciáveis, com jornalistas de A Tribuna, da TV Tribuna e do ge.globo fazendo perguntas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Descenso, crise financeira, marketing, futebol feminino e questões administrativas, entre outros temas, foram debatidos. Mas também houve embates. Ex-presidente do Santos e candidato da Chapa 5, Marcelo Teixeira foi alvo dos questionamentos mais incisivos. Maurício Maruca, da Chapa 4, questionou por que Teixeira gostaria de voltar “depois de ter contas reprovadas e brigar na Justiça pela aprovação. Teixeira rebateu: “Quero retornar pelo legado de 10 anos, deixando um patrimônio de jogadores, títulos e ativos que foram campeões paulistas, da Copa do Brasil e da Libertadores. As contas reprovadas foram um ato político, que está comprovado na Justiça. As contas foram aprovadas por uma auditoria independente”. Rodrigo Marino, da Chapa 3, declarou que, em 2009, Marcelo Teixeira disse que, se o Santos caísse, não teria força para retornar à Série A. Marino, então, perguntou se Teixeira mantinha a opinião. “Não mudei (de opinião). Se o Santos não mantiver equipes fortes, estrutura e trabalho sério, terá dificuldade. Por isso chegamos até aqui, por esse revanchismo”. Fundo de investimento Rodrigo Marino também precisou se explicar. Ao afirmar que teria ligação com o fundo QSI, e que este poderia investir 200 milhões de euros no Santos por meio de uma parceria, ele foi interpelado por Wladimir Mattos, da Chapa 2. “Seria fácil dizer que vou trazer 200 milhões. Não vi nenhuma evidência (da sua parte) em relação a isso”, comentou. “Qualquer um consegue tomar dinheiro em banco. Precisamos gerar novas receitas”, devolveu Marino. “Sempre mostrei o projeto e mostrei de onde vão vir (os recursos). O recurso está à disposição de todos os candidatos, é para o clube”. Em tom de provocação, Maurício Maruca alegou que Ricardo Agostinho, da Chapa 1, tem sido alvo de acusações nas redes sociais. Segundo Maruca, Agostinho foi condenado por estelionato e a comissão eleitoral do Santos decidiu “passar o pano” para isso. Agostinho se defendeu. “A comissão eleitoral analisou minha documentação e estamos aqui. Não houve condenação. Você diz que não quer fazer política, mas sua carreira foi política. Quem é empresário tem desacordos”, salientou. Futuro Sobre decisões no futebol, os candidatos preferiram não abrir muito o jogo. A exceção veio em relação a Alexandre Gallo, coordenador de esportes da atual gestão, elogiado por três candidatos. “Vamos conversar com ele, que foi o único a dar a cara para bater (ao conceder entrevista após a derrota para o Fortaleza por 2 a 1). Fiquei orgulhoso da postura dele”, frisou Wladimir Mattos. Teixeira também o defendeu. “Pela identidade com o Santos, o Gallo pode dar sequência ao trabalho”. “O Gallo foi o único que teve decência”, acrescentou Maruca.