O técnico Pedro Caixinha diz que não teme ser demitido por causa da péssima campanha no Paulistão (Raul Baretta/Santos FC) A derrota para o Corinthians, na noite desta quarta (12), na Neo Química Arena, e a péssima campanha no Paulistão, com o Santos fora da zona de classificação às quartas de final, a três rodadas do final da primeira fase, não desanimam o técnico Pedro Caixinha. O português viu virtudes da equipe no clássico, apesar das seguidas falhas defensivas, e disse que o time precisa "saber manter o rumo e a orientação dentro dessa turbulência". Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “(Estou) Triste pelo resultado, muito satisfeito porque foi o melhor jogo que fizemos, provavelmente, desde que cheguei ao Santos. Com a cara e imagem que queremos. Esse é o caminho. Acho que fomos penalizados com os gols em erros individuais. Foram duas perdas de bola que também não podem acontecer”, reconheceu. Apesar do placar adverso de 2 a 0, ao final da primeira etapa, o treinador elogiou o espírito de luta do time, que só passou a pressionar o Corinthians após as mudanças feitas durante o decorrer do segundo tempo. “Tivemos alma grande para voltar ao segundo tempo em busca do gol. A equipe lutou e acreditou até o fim. Foi o melhor jogo que fizemos desde que cheguei e essa imagem que terá do Santos. Uma equipe competitiva, que luta. Vai ganhar, vai perder, mas vai sempre lutar até o fim. Essa imagem que queremos e nossa ideia de jogo”. O técnico disse não temer uma possível demissão, diante dos resultados ruins do time, que só venceu dois de nove jogos, empatando três e perdendo quatro. Situação que deixa ameaçada a vaga às quartas de final, já que o time é o terceiro colocado no grupo B, com 9 pontos, um atrás de Guarani e Portuguesa de Desportos. Somente os dois primeiros avançam de fase. “Já tenho muitos anos no futebol e de vida. Não tenho mínima preocupação quanto a isso. Vou trabalhar em qualquer clube até o último dia tal como no primeiro quando cheguei”. João Basso x Gil Apesar de criticado pela torcida por falhar nos dois gols corintianos, o zagueiro João Basso segue com moral com Caixinha. O treinador explicou porque não escalou Gil na formação com três zagueiros, que teve Luan Peres jogando como lateral esquerdo. “Não vou discutir decisões técnicas. Posso dizer que o Luisão, pelo gol que ocorreu contra o Botafogo-SP, não está no melhor nível de confiança para poder iniciar nessa posição. Nós jogamos com uma estrutura diferente. O Gil saiu no último jogo (contra o Novorizontino) e não tinha condição de iniciar esse jogo (contra o Corinthians). Nós queremos que nossa equipe jogue com a linha defensiva no meio-campo. Com as características do Gil é mais difícil”, justificou. A utilização de três zagueiros, aliás, foi pensando apenas no confronto contra o rival, de acordo com o técnico, que não deve repetir a formação para os próximos jogos. Luan Peres, que levou o terceiro cartão amarelo, está fora do jogo contra o Água Santa, neste domingo (16), às 20h30, na Vila. “Essa estrutura (com três zagueiros) foi pensada para este jogo, pensada em função do momento do adversário. O Corinthians não perde aqui (em Itaquera) há muitos jogos. Esse o décimo sétimo. Uma equipe com essa confiança, com quatro vitórias consecutivas jogando aqui. É preciso pensar o jogo. Nós não estávamos no melhor momento e a parte emocional é importante. Foi muito bom da forma que abordamos. Mas não tivemos eficácia na última zona para ter um melhor resultado. A equipe reagiu bem e lutou pelo resultado possível, que seria o empate. Estamos satisfeito pelos comportamentos”. Obrigação de fazer nove pontos Analisando a situação crítica do time na tabela, que hoje estaria fora da reta final do Paulistão, Caixinha disse que a equipe precisa vencer os três últimos jogos, contra Água Santa e Noroeste na Vila e Internacional de Limeira, fora de casa. “Temos que alcançar nove pontos, três de cada vez, voltar a ser uma equipe com essa vontade, paixão. Faremos de tudo para acontecer no próximo jogo. Temos que somar 9 pontos”, frisou. Cabo das Tormentas Numa analogia entre o momento do Santos no campeonato e o histórico dos portugueses, Caixinha finalizou a entrevista após o jogo na Neo Química Arena citando o passado de seu povo. “Os portugueses foram grandes velejadores. Há o Cabo das Tormentas, que estamos passando nesse momento. É há o Cabo da Boa Esperança e vamos lá chegar. Temos que saber navegar em águas profundas, revoltas. É isso que estamos vivendo. Saber manter o rumo e a orientação dentro dessa turbulência”.