Expulso no clássico, Caixinha não estará à beira do gramado na reestreia de Neymar, quarta, na Vila (Alexsander Ferraz/AT) Expulso aos 6 minutos do primeiro tempo no clássico contra o São Paulo, na noite deste sábado (1), na Vila Belmiro, o técnico Pedro Caixinha disse que o comportamento foge do seu padrão. O erro, segundo o treinador, vai lhe custar um churrasco para o elenco. Com a expulsão, o português não estará à beira do campo na reestreia de Neymar no Santos, confirmada pelo treinador após a vitória sobre o rival, por 3 a 1, a não ser que o clube entre com um efeito suspensivo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Fui expulso, devo um churrasco à equipe. Não faz parte do meu comportamento historicamente no Brasil, mas fazia muito no México. O que eu não posso controlar não pode desorientar, mas há momentos difíceis. Foi mais do que falta no canto, foi o mesmo senhor que marcou impedimento em lançamento do Luciano que a bola vai para o nosso jogador. Existem situações que precisam ser mais cautelosas. Não tenho por hábito falar da arbitragem, não vou falar, digo que fui expressivo como abordei. E mereci ter sido expulso. Farei sempre isso, quando eu entender, não é meu padrão atualmente. Nem sempre conseguirei, há coisas evidentes. Não gosto que me comam a salada", comentou. Fora do jogo, Caixinha não assistiu ao segundo tempo da partida. Ele justificou dizendo que não poderia tomar decisões. e também porque confia em sua comissão técnica. O auxiliar Pedro Malta assumiu o comando após a expulsão do técnico. "Foi opção minha. Quando estou no banco, as decisões são minhas, como não estava no banco, não teria qualquer decisão e optei por não vê-lo. Não era da minha liderança. Não tive contato com o banco, confio plenamente no grupo de trabalho. Eles irão me substituir quando necessário e tomarão decisões, não quero estar com o joystick de fora. Falamos no intervalo, calculamos aqui ou ali, e eles tomaram as decisões. Confio em quem trabalha comigo com co-liderança e co-responsabilidade". Espaço para os garotos Caixinha falou sobre o aproveitamento das jovens revelações do Peixe, uma das prioridades no projeto que está iniciando no clube. Com a ausência do lateral-esquerdo titular, Escobar, e do substituto imediato, Souza, o treinador escalou Vinicius Lira, de 17 anos. Ele já havia entrado na partida contra o São Bernardo, no ABC, e pode ter novas chances no time porque Souza terá que passar por uma cirurgia. Após o clássico, o Santos divulgou que o lateral teve “constatada uma ruptura da sindesmose do tornozelo direito, estrutura que une os ossos da perna, tíbia e fíbula”. Ele passará por cirurgia, a ser realizada esta semana. "O Lira tinha jogado anteriormente, é da seleção brasileira sub-17. Na primeira vez que treinou gostei muito das características dele. E do caráter. Pela dinâmica que o São Paulo tem no lado direito, ele me mostrou que pode ser uma ótima opção. Perdemos o Escobar e Souza", comentou Caixinha. Outro jogador que entrou bem foi o meia-atacante Gabriel Bontempo. Mostrando muita mobilidade no ataque, atuando ora pela direita, ora pela esquerda, o garoto de 20 anos fez o segundo gol da virada sobre o Tricolor. “O Bontempo tinha a ver com algum tipo de situação que queríamos pós-jogo, no primeiro tempo. O São Paulo tem quatro jogadores na frente muito bons. Mas quando tínhamos a capacidade de entrar nas costas desses jogadores, abriu-se um espaço de quatro mais dois e tentei encontrar diferenças pela direita ou pela esquerda. Tentamos fazer virada, mas de forma que o Bontempo entrasse por dentro para encontrar o gol”, analisou. Elogios a Soteldo O atacante Soteldo também mereceu elogios do técnico. Apesar de não ter feito um de seus melhores jogos, o venezuelano correu muito, dando trabalho à defesa são-paulina, mesmo ainda se ressentindo de dores no tornozelo. "Uma palavra para o Soteldo. O Soteldo até hoje (sábado) de manhã estava fora do jogo. Fez um esforço tremendo para estar no jogo. E esse tipo de atitude, que muitas vezes temos fora do campo, se sente dentro da equipe e se leva para o campo. Vimos uma equipe coesa. E isso se converteu, contra um time que está no ciclo inverso. Três vitórias (do São Paulo) contra três derrotas (do Santos). Não ganhamos de uma equipe qualquesr de qualquer forma. A equipe está de parabéns. O que fizemos hoje tem que ser substanciado. Foi crer naquilo que é um processo, um projeto. E temos que continuar com as observações".