O técnico Pedro Caixinha tem uma formação que está muito perto de ser considerada titular: a que começou o jogo contra o Noroeste (Reprodução/ X) O Santos ainda tem jogadores que não estrearam e outros que não foram formalizados pelo clube, mas após 11 rodadas do Paulistão, dentro das opções já testadas, o técnico Pedro Caixinha tem uma formação que está muito perto de ser considerada titular: a que começou o jogo contra o Noroeste, nesta quarta (19), na Vila Belmiro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Neste momento é o 11 mais próximo de ser a base, daqui para frente veremos. Quem está a jogar tem que trabalhar forte e quem quer entrar, tem que empurrar pra os que estão dentro evoluam e elevar a competitividade da equipe. A equipe só é competitiva fora se for competitiva dentro. Estamos criando essa atitude. Isso reflete como o time tem jogado. Nesse processo que temos que continuar a insistir", disse o treinador. Com três atacantes já oficializados - Alvaro Barreal, Gabriel Veron e Benjamín Rollheiser - mas ainda sem entrar em campo, o Alvinegro deve anunciar nos próximos dias a compra do volante Thiago Maia, do Internacional, e o atacante Deivid Washington, revelação da base santista que virá por empréstimo do Chelsea até o final do ano. Neste contexto, o técnico projeta que assim que tiver todos à disposição, terá um "bom problema" para resolver durante a temporada. "Temos dois por posição que encaixam na nossa filosofia. Isso nos deixa satisfeitos. Quando tivermos o grupo fechado, falarei com os jogadores e deixarei uma coisa clara. Vou ter a vida dificultada porque todos têm qualidade para jogar, todos vão lutar e eu tenho que decidir quem são os 11 mais os cinco que entram em cada jogo e quais têm que ficar de fora. Esse será meu bom problema". Preservar o time? Com a classificação encaminhada, mas ainda sem ter o primeiro lugar do Grupo B garantido, Caixinha não deve poupar jogadores para a última rodada da primeira fase, neste domingo (23), às 18h30, contra a Internacional, no Estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira. Até mesmo Neymar, que deve ir a campo. "Neymar já foi preservado no jogo (contra o Noroeste). Não gosto de pensar dessa forma. Se tem a classificação garantida, quero mais. Se posso terminar com 18 pontos, não quero terminar com 15 ou 16. E ter um ciclo de vitórias é importante. Minha filosofia é jogo a jogo. Nós fizemos nosso trabalho, dependemos de nós, do nosso processo. Não será jogo fácil em Limeira. Tive como referência o jogo do Palmeiras. Eles perderam por 3 a 0, mas o time é intenso e que vende caro o jogo. Temos que ser sérios, não podemos permitir neste momento ter um tropeço". Contato com Dorival Júnior? Ainda falando sobre Neymar, Caixinha comentou sobre a presença do técnico da seleção, Dorival Júnior, que esteve na Vila para assistir ao jogo contra o Noroeste, além do preparador físico Celso Rezende e do fisiologista Guilherme Passos, que estiveram no CT Rei Pelé para trocar informações com a comissão técnica santista sobre o camisa 10. "O Dorival não teve contato (comigo). O preparador e o fisiologista acompanharam o treino. Nossas portas estão abertas para a CBF e a comissão do Dorival. Gosto muito dele e uma pena não tê-lo cumprimentado pessoalmente. Estamos sempre abertos e cordiais a recebê-los e trocar informações. Nós temos uma causa, a causa Neymar. Ele ter abdicado de muitas coisas e vir para essa causa onde se sente bem, feliz como não se via há muito tempo, é um primeiro passo para que o segundo passo seja a causa Brasil. Podemos trabalhar com ele da melhor maneira, ter cuidados, apesar dele querer jogar sempre".