Soteldo deve reforçar o Peixe no confronto desta quarta, contra o Palmeiras na Vila (Raul Baretta/Santos FC) Após o empate em jogo ruim contra a Ponte Preta, neste domingo (19), em Campinas, e as especulações em torno de uma possível volta de Neymar à Vila Belmiro, o Santos tem apenas dois dias para se recuperar e encarar o primeiro clássico do ano. Nesta quarta (22), o Peixe recebe o Palmeiras em casa, às 21h35, num teste de fogo para a equipe do técnico Pedro Caixinha. Com quatro pontos, em segundo lugar no grupo B (o Guarani também tem 4, mas melhor saldo de gols), Caixinha quer ver o Alvinegro encarnar uma mentalidade vencedora para o confronto, válido pela terceira rodada do Paulistão. Para isso, ele espera contar com o retorno de Soteldo. “Vamos ver como vai ser a volta do Soteldo, que teve um entorse, se amanhã (segunda, 20) já estará disponível ou, no mais tardar, na terça (21), mas uma coisa eu digo: se a equipe jogar da maneira que nós queremos e eles também querem, temos que nos preocupar com a mentalidade de ganhar. Hoje (domingo,19), o crescimento era tremendo, primeiro jogo fora de casa, podíamos colocar a segunda vitória consecutiva, o que é muito difícil hoje em dia e essa mentalidade ajuda nisso”, comentou o técnico. Caixinha também gostaria de contar com a estreia do atacante Tiquinho Soares, mas segundo ele, o fato de o jogador ter treinado pouco com o elenco reduz essa possibilidade. “Possivelmente não teremos mais jogadores, vamos ver como o Tiquinho estará, ele tem pouco tempo de treino e diria que não teria condições de começar o jogo”, comentou o treinador, que considera, caso o centroavante esteja regularizado, tê-lo como opção para o segundo tempo. Miguelito foi titular contra a Ponte, mas teve uma atuação discreta no primeiro tempo (Raul Baretta/Santos FC) Garotos da base Contra a Ponte Preta, Caixinha deu oportunidade para o meia-atacante Miguelito e o atacante Luca Meirelles iniciarem a partida. Dentro da proposta de jogo traçada, o português aprovou o desempenho dos atletas. “O Luca teve a oportunidade, pois trabalhou por ela e mostrou ter condição. Ele tem apenas 17 anos, mas eu não olho para a idade e sim para características. Tínhamos para ele um plano, que ele gosta muito de fazer diagonais e contra uma linha de cinco, o que queríamos era que Miguelito e Thaciano jogassem nas costas dos médios, e que o Miguelito viesse por dentro e o Leo (Godoy) tivesse o corredor”, analisou. Apesar do roteiro não sair como o planejado, Caixinha avalizou a aposta nos talentos da casa. “O Miguelito, a ideia era ter a bola para encarar a última linha e criar momentos de tração por fora, para que o Luca ficasse mano a mano com o central. O começo não saiu muito bem, a dificuldade na construção e falta de espaço fizeram com que o jogo dele ficasse mais distante e a equipe sem a bola também dificultou o jogo, mas gostamos do que eles fizeram”.