A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026 e a arena fique pronta entre 36 e 40 meses (Divulgação) A aprovação do projeto da nova Vila Belmiro, em evento realizado na Prefeitura de Santos, na semana passada, foi um passo importante para a concretização de um sonho antigo do Alvinegro. E motivo de celebração para o arquiteto Luiz Volpato, autor do projeto que será desenvolvido em parceria entre o Santos e a WTorre. Os parceiros, que tiveram nova reunião esta semana para definir detalhes comerciais da arena, devem assinar o contrato definitivo em setembro. “Essa aprovação significa a validação técnica de nossas decisões projetuais. Embasados por uma arquitetura de alta qualidade, concebemos um espaço para reavivar todo o gigante potencial da marca Santos Futebol Clube e respeitar seu lugar, sua vizinhança e sua Cidade”, explica Volpato. A área total construída da nova Vila prevê cerca de 68 mil m², com área comercial distribuída em 28 lojas internas e 17 lojas externas. De acordo com o arquiteto, o estacionamento, no nível térreo, terá capacidade para 310 veículos e possibilidade de ampliação para mais um nível, totalizando 620 vagas. Nova arena terá quatro níveis Com capacidade para 30.040 torcedores (quase o dobro da atual, de 16.068), a arena será dividida em quatro níveis: Arquibancada, Deck Premium, Camarote e Arquibancada Superior. “Considerando a melhor orientação do campo, a poligonal do lote e a parábola de visibilidade ideal, desenvolvemos um desenho geométrico reverso ao comumente praticado. Além de otimizar a capacidade, essa solução atende aos parâmetros de visibilidade e aumenta o conforto para 100% dos espectadores do estádio”, diz Volpato. A nova Vila Belmiro terá quatro níveis e capacidade para 30.040 torcedores, quase o dobro da atual (Divulgação) Localizada acima do nível térreo, a esplanada funciona como uma grande varanda que envolve todo o perímetro do estádio. Parcialmente aberta, conta com floreiras e vegetação e cria a marquise que cobre a calçada. O acesso é feito pelas escadarias principais, que organizam o fluxo dos torcedores até as arquibancadas e camarotes. Como ponto de encontro, reúne lounges de convivência, lojas de alimentação e instalações sanitárias. A nova arena santista vai manter a fama de “alçapão”, alimentada pelo estádio alvinegro ao longo de décadas. Para potencializar a energia emanada pelos torcedores, o arquiteto alia três premissas: o movimento geométrico das arquibancadas, a aplicação das normas a partir dos limites mínimos e o criterioso desenho da cobertura aumentam os efeitos de pressão. O campo de jogo está elevado a nove metros do solo, com o objetivo de liberar toda a área do terreno para abrigar estacionamentos, lojas, instalações sanitárias, acessos para delegações e imprensa, além de circulações operacionais. A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026 e levem de 36 a 40 meses para serem concluídas. A nova arena santista prevê lounges de convivência e 45 lojas comerciais, nas áreas interna e externa (Divulgação) Estética da nova casa O projeto é marcado pelo clássico branco e preto, com detalhes em dourado. A parte superior da arena é composta por uma envoltória branca metálica, com imagens representativas dos ídolos que marcam a história do Santos, com destaque para recordações a momentos icônicos do Rei Pelé. O peixe, símbolo da unidade, força e resistência santista, também terá seu lugar no novo estádio. Para proteger a grande esplanada de acesso, Volpato apresenta um elemento especial, um brise em forma de escamas formado por delgadas lâminas na cor preta. Nesta área, localizada na esquina das ruas Princesa Isabel e José de Alencar, está inserido o brasão do clube, na cor dourada. "É gratificante ver que conseguimos aliar a tradição centenária do Santos com as mais modernas tecnologias de arquitetura esportiva", observa Volpato.