Willian Arão comemora o gol que garantiu a vitória do Santos sobre o Macará, o primeiro dele com a camisa do Santos (Raul Baretta/Santos FC) O setor defensivo do Santos tem sido o ponto mais crítico da equipe na temporada. Vulnerável, o time sofre com a marcação pouco eficiente dos meio-campistas e com as seguidas falhas das duplas de zaga. Desde que assumiu o time, o técnico Cuca já usou várias formações, mas fora Lucas Veríssimo, titular absoluto, os outros zagueiros vêm cometendo erros, muitas vezes fatais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Escalado na zaga contra o Macará, Willian Arão, que fez o gol da vitória, rebateu as críticas, disse que a equipe trabalha para corrigir os erros e o mais importante foi a vitória contra os equatorianos. Após uma atuação ruim de Adonis Frías e João Ananias na derrota para o Athletico-PR, domingo, na Vila Belmiro, Cuca escalou Willian Arão e Luan Peres contra o Macará, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, quinta, na Vila. Mas em apenas cinco minutos de jogo, a dupla falhou no gol dos equatorianos. Luan Peres permitiu o cruzamento de Mateo Viera e Franco Posse se antecipou a Arão para colocar o Macará na frente. Contra o Universidad Central, da Venezuela, o Peixe já havia levado um gol aos 7 segundos de jogo, após falha grosseira de Adonis Frías, ao recuar mal uma bola para Gabriel Brazão. Questionado sobre os motivos que tem levado o Alvinegro a sofrer gols no início dos jogos, Arão se irritou. "Já sofremos no final, já sofremos no início, já sofremos no meio. Tomar gol é sempre ruim. E no final, quando a gente estava ganhando o jogo e tomamos o empate? Todas as equipes sofrem gols, a gente tenta trabalhar para que não sofra gol, mas existem 11 jogadores do outro lado também e às vezes eles têm qualidade também para fazer gol", rebateu Arão, que se redimiu marcando o gol da vitória, após cobrança de escanteio de Neymar, na etapa final. Foi o primeiro gol dele com a camisa santista em 46 jogos. Para o volante, que também já fez alguns jogos pelo Alvinegro na zaga, nenhuma defesa é infalível e o elenco trabalha para corrigir erros. O fuindamental, segundo Arão, foi a força do Peixe para virar o resultado. "Às vezes é erro nosso, às vezes é erro individual, às vezes coletivo, mas tem outra equipe também. O Santos não é uma equipe perfeita, não é a melhor defesa do mundo e mesmo a melhor defesa também sofre gols. Hoje (quinta) aconteceu naquele lance, eu conversei com o Luan (Peres) depois pra tentar ajustar e acho que a gente vai ajustar da maneira que a gente e o professor entender. Agora é ruim tomar gol no início, é ruim tomar gol no final, ninguém quer isso, mas você fala do gol e eu falo da força da equipe, que teve muita resiliência para virar o jogo e sair vencedor". Elogios do chefe Sem Lucas Veríssimo, que se recupera de uma lesão no músculo sóleo da panturrilha esquerda, Cuca tem rodado os zagueiros. E elogiou a atuação de Arão e Luan Peres. "Arão jogou dois anos na Grécia, no Panathinaikos, de zagueiro. Não é novidade para ele, tem domínio total da posição e conhece os atalhos. O Luan (Peres) vem treinando muito bem, saiu do time depois daquele jogo do Botafogo e tem treinado bem", disse Cuca. Contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio, na retomada do Brasileirão, após a Copa do Mundo, Luan Peres falhou no primeiro gol, ao passar uma bola na fogueira para Veríssimo. E no segundo gol do time carioca, na vitória por 2 a 1, trombou com um atabalhoado Brazão, que deixou a área para tentar conter um ataque do Botafogo. Foco no Brasileirão Em fase final de recuperação, Veríssimo tem chance de voltar contra o Vasco, neste domingo (16), às 16 horas, em Januário, no Rio. Mas o zagueiro depende de testes nesta sexta (14) e sábado (15), no CT Rei Pelé, para ter o aval do departamento médico. Com as duas equipes na zona de rebaixamento do Brasileirão (o Santos é o 17º, e o Vasco, o 18º, ambos com 22 pontos), o duelo é um confronto direto e vital para que o Alvinegro deixe a área de risco. O Peixe tem a terceira pior defesa do campeonato, com 35 gols sofridos em 21 partidas, atrás apenas da lanterna Chapecoense, que sofreu 43, e o o vice-lanterna, Remo, que levou 36. O Vasco sofreu 31. Apesar de estar em vantagem contra o Macará, por uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana, e disputar as quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, Cuca frisou que a prioridade do Peixe é o Brasileirão. Por isso, ele vai poupar alguns jogadores para o jogo de volta, no Equador, no dia 20.