O futuro de Vojvoda na Vila Belmiro passa por uma vitória sobre o Vasco, nesta quinta (26) (Raul Baretta/Santos FC) Sob pressão no Santos, o técnico Juan Pablo Vojvoda ostenta um dos piores aproveitamentos no comando da equipe nos últimos seis anos. Desde 2021, quando o Peixe passou a frequentar a zona de rebaixamento do Brasileirão com frequência e chegou a ficar ameaçado de descenso até no Paulistão, outros 12 treinadores, além do argentino, comandaram o Alvinegro. Sem contar os que atuaram como interinos. Dos 13 técnicos que dirigiram o Santos efetivamente, de 2021 até hoje, Vojvoda só tem melhor aproveitamento do que quatro profissionais. O argentino, que começou o trabalho na Vila Belmiro em agosto do ano passado, soma até agora 29 partidas no cargo. E tem aproveitamento baixo, de 41,3%, com oito vitórias, 12 empates e nove derrotas. O rendimento de Vojvoda só supera o de dois técnicos que trabalharam em 2023, ano do rebaixamento do Alvinegro à Série B, Paulo Turra e Diego Aguirre; e outros dois que passaram pelo CT Rei Pelé em 2022, Orlando Ribeiro e Lisca. O uruguaio Diego Aguirre tem o pior desempenho dos 14 treinadores santistas, de 2021 até hoje. Foram apenas cinco jogos, com uma vitória e quatro derrotas, com 20% de aproveitamento. Paulo Turra é o vice-lanterna, com 28,5% em sete jogos, com uma vitória, três empates e três derrotas. Em 2022, Orlando Ribeiro, então técnico da equipe sub-20, assumiu interinamente o Santos na reta final do Brasileirão e foi efetivado. Em 12 jogos, foram quatro vitórias, um empate e sete derrotas (36,1%). Lisca, seu antecessor, ficou na Vila em apenas oito partidas, com duas vitórias, três empates e três derrotas (37,5%). Oito técnicos à frente de Vojvoda O campeão de aproveitamento, desde 2021, é Fábio Carille. O técnico mais longevo do Santos nos últimos anos ficou no posto durante 53 jogos, em 2024. Foram 31 vitórias, nove empates e 13 derrotas, aproveitamento de 64,1%. Há que se pontuar que nesta temporada, o Peixe disputou apenas o Paulistão e a Série B do Brasileiro, campeonato menos competitivo do que a Série A. O segundo melhor desempenho é de Marcelo Fernandes, que comandou o time na reta final do Brasileirão de 2023. Em 15 jogos, foram seis vitórias, quatro empates e cinco derrotas, 48,8% dos pontos disputados. Ironicamente, o rendimento mediano não evitou a queda do Alvinegro à segunda divisão. Fábio Carille, em sua primeira passagem pelo clube, entre 2021 e 2022, e Fernando Diniz, em 2022, vêm empatados a seguir, com 45,6% de aproveitamento em 27 jogos. Carille venceu nove, empatou 10 e perdeu oito, enquanto Diniz somou 10 vitórias e sete empates, além de 10 derrotas. Odair Hellmann, que iniciou a temporada em 2023, ficou na Vila em 33 jogos, com 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas (44,1%). Depois aparecem dois técnicos que trabalharam no ano passado. Cléber Xavier, que teve 43,5% em 13 jogos, com cinco vitórias, dois empates e seis derrotas. E Pedro Caixinha, com 43,1% em 17 partidas, com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas. Fabián Bustos, em sua passagem pelo Peixe em 2022, conseguiu, em 28 jogos, oito vitórias e 12 empates. Foi derrotado oito vezes e saiu com 42,8% de aproveitamento. Fechando a lista, outro argentino à frente de Vojvoda, com 41,6%: Ariel Holán, o primeiro treinador na gestão de Andres Rueda. Ele ficou apenas 12 jogos, com quatro vitórias, três empates e cinco derrotas. Aproveitamento dos técnicos do Santos desde 2021 1º Fábio Carille (2024) - 53 jogos - 31 vitórias, 9 empates e 13 derrotas (64,1%) 2º Marcelo Fernandes (2023) – 15 jogos - 6 vitórias, 4 empates e 5 derrotas (48,8%) 3º Fábio Carille (2021/22) - 27 jogos, 9 vitórias, 10 empates e 8 derrotas (45,6%) 3º Fernando Diniz (2022) – 27 jogos, 10 vitórias, 7 empates e 10 derrotas (45,6%) 4º Odair Hellmann (2023) - 34 jogos - 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas (44,1%) 5º Cléber Xavier (2025) - 13 jogos - 5 vitórias, 2 empates e 6 derrotas (43,5%) 6º Pedro Caixinha (2025) - 17 jogos - 6 vitórias, 4 empates e 7 derrotas (43,1%). 7º Fabián Bustos (2022) – 28 jogos - 8 vitórias, 12 empates e 8 derrotas (42,8%) 8º Ariel Holán (2021) - 12 jogos - 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas (41,6%) 9º Juan Pablo Vojvoda (2025/26)- 29 jogos - 8 vitórias, 12 empates e 9 derrotas - 36 pontos (41,3%) 10º Lisca (2022) - 8 jogos - 2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas (37,5%) 11º Orlando Ribeiro (2022) – 12 jogos - 4 vitórias, 1 empate e 7 derrotas (36,1%) 12º Paulo Turra (2023) - 7 jogos – 1 vitória, 3 empates e 3 derrotas - 6 pontos (28,5%) 13º Diego Aguirre (2023) - 5 jogos – 1 vitória e 4 derrotas – 3 pontos (20%) **A Tribuna não considerou auxiliares que assumiram o time interinamente desde 2021.