Escobar chegou ao Peixe em abril e se firmou como um dos titulares de Carille (Foto: Raul Baretta/Santos FC) As duas vitórias consecutivas, que levaram o time de volta à liderança da Série B do Brasileiro, e a permanência de Fábio Carille são os combustíveis do Santos para continuar na ponta da competição. Essa é a avaliação do lateral-esquerdo Escobar sobre a atual fase do Peixe. Em entrevista no início da tarde desta sexta (12), na Vila Belmiro, o argentino falou sobre a superação da equipe, após as quatro derrotas seguidas, e dele próprio, depois de ter sido vítima de um ataque de torcedores do Sport, quando atuava pelo Fortaleza. Envolvido na negociação do lateral Felipe Jonatan com o time cearense, Escobar chegou ao Alvinegro em abril e logo se tornou titular do técnico Fábio Carille. Rapidamente adaptado ao clube, com o apoio do ex-companheiro de Fortaleza, Guilherme, que ele reencontrou no Peixe, o argentino falou sobre o mau momento superado pelo Santos, quando as quatro derrotas seguidas colocaram em xeque a capacidade do time em conquistar o acesso. "O Carille falava para não perdermos o foco, seguir acreditando no trabalho, no dia a dia. Um clube grande também perde partidas e tem sequência ruim. E clube grande também sai de uma sequência ruim, esperamos seguir numa situação boa", Escobar falou sobre a dificuldade de disputar a Série B e a forma como as outras equipes encaram os jogos contra o Santos, que tornam as partidas mais difíceis. "A Série B é muito competitiva. Todos os times vão querer jogar bem contra o Santos. Começamos muito bem, tivemos uma sequência ruim, mas o time é muito unido e agora chegamos numa sequência muito boa". Segundo o lateral, as especulações sobre uma possível saída de Carille, que foi sondado pelo Corinthians, não era tema entre os jogadores. Apesar disso, ele celebrou a permanência do treinador. "Não se falava nessas coisas (possível saída do técnico). Se ele ficou, foi por algo, porque acredita no nosso time. Estamos contentes que ele fique". Interação com a garotada Além de salientar a amizade com Guilherme e Julio Furch, Escobar falou sobre a relação com os garotos da base santista, incorporados ao elenco profissional. "Sempre falo com Souza, Chermont, Patati, Sandry. Sempre trato de alguma coisa do que aprendi com outros treinadores com os meninos que vêm entrando. Nós precisamos de todos, eles têm o nosso apoio, pra ter toda a confiança quando forem jogar, vão nos ajudar muito". Trauma superado Em fevereiro, Escobar passou pelo episódio mais traumático de sua carreira, quando o ônibus que levava a delegação do Fortaleza foi atacado por torcedores do Sport, na saída da Arena Pernambuco, após um jogo da Copa do Nordeste, em Recife. O argentino foi um dos jogadores que saíram machucados do incidente, mas felizmente, o lateral conseguiu se recuperar fisica e emocionalmente. "O que me levou adiante foi a gente e o clube (Fortaleza). Sou muito forte, tinha que seguir adiante, tinha que estar rapidamente em campo", relembrou. No início de junho, outro susto. Um ônibus que levava funcionários do Santos foi interceptado na Rodovia Washington Luís por membros de uma torcida organizada, que protestava após a derrota do time para o Novorizontino, em Novo Horizonte. "Qualquer um nesse momento tem medo, lembrei do que tinha acontecido comigo. Esperamos que essa situação não se repita, os torcedores falaram com a gente e esperamos que não aconteça mais. Agora o Santos vem numa situação muito boa e que a gente siga nessa linha". Copa América Escobar também comentou sobre a final da Copa América, entre Argentina e Colômbia, domingo, em Miami, nos Estados Unidos. O argentino esperava uma decisão contra o Brasil, mas se mostrou confiante em mais um título da seleção de Messi e companhia. "Queria que o Brasil jogasse contra a Argentina, mas espero que sejamos campeões".