[[legacy_image_258857]] O presidente Andres Rueda criticou a postura do volante Vinícius Zanocelo, que pediu afastamento do clube no mês passado, na reunião de quarta-feira (5) do Conselho Deliberativo. Contratado junto à Ferroviária de Araraquara, o jogador reclamou por não receber oportunidades para jogar e manifestou o desejo de ser negociado. Afastado do time desde 8 de março, Zanocelo foi emprestado na semana passada ao Fortaleza até o final da temporada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “No futebol é interessante, dá até raiva. Você renova contrato e o jogador parece que começa a declinar de produção. Ele teve um declínio de produção, foi colocado no banco em alguns jogos. Depois teve lesão. E o contrato que a gente fez quando da sua contratação era benéfico, um salário relativamente baixo. O jogador, no momento em que deixou de ser titular, dois meses após o contrato ser assinado, disse: ‘não tenho cabeça para jogar porque eu ganho mal e estou na reserva’. Ou seja, começou a trazer problema”, disse Rueda, que participou da reunião de forma remota. O dirigente relembrou que quando o volante chegou por empréstimo ao Santos, no ano passado, tinha o valor do passe estipulado para ser pago à vista ao final do período, caso o clube se interessasse em sua contratação definitiva. “Ele começou a ter um desempenho razoável no início, tanto é que despertou interesse de alguns clubes. Entre eles, o próprio Palmeiras teve interesse. E houve tratativas”, contou Rueda. Ao término do empréstimo, no final de 2022, o Santos exerceu a opção de compra e, segundo o dirigente, dividiu o pagamento em 15 parcelas. Rueda não citou valores, mas o Alvinegro vai pagar 2 milhões de euros (quase R\$ 11 milhões à época) por 60% dos direitos de Zanocelo. Após o acerto, segundo o presidente, o Santos não recebeu propostas pelo volante. “Não recebemos proposta nenhuma de venda. Nem do Vasco. Existiram consultas, não propostas formais”. Descontente com a reserva, Zanocelo pediu para ser negociado, o que desagradou não apenas a direção do clube. “Ele (Zanocelo) chegou a externar a sua não vontade de jogar a Copa do Brasil. Chegou a falar isso com o técnico, que também se sentiu desconfortável e passou a não contar com o jogador. Então, ele foi emprestado com uma cláusula que, existindo propostas na janela, o Fortaleza é forçado a liberar o jogador ou cobrir a proposta”, comentou Rueda. No empréstimo ao Fortaleza, o clube cearense ficou responsável pelo pagamento integral do salário do atleta, com opção de compra fixada em 4 milhões de euros (cerca de R\$ 22 milhões).