Santistas comemoram gol na vitória sobre o América-MG, que tirou um peso das costas do elenco (Raul Baretta/Santos FC) O Santos inicia a semana aliviado após a suada vitória sobre o América-MG, neste domingo (15), na Vila Viva Sorte, resultado que confirmou a ascensão do time na Série B do Campeonato Brasileiro. Se o desempenho da equipe ainda é motivo para críticas, o fim do jejum em casa, os 46 pontos na tabela, um atrás do líder Novorizontino, e os quatro pontos acima do quinto colocado, o Vila Nova, dão ao time a tranquilidade para encarar a reta final da competição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com 12 jogos pela frente, seis deles em casa (Novorizontino, Operário-PR, Mirassol, Ceará, Vila Nova e CRB), o Alvinegro precisa de mais seis vitórias para chegar aos 64 pontos. A pontuação, que garante matematicamente o acesso, foi assunto na entrevista pós-jogo do técnico Fábio Carille. As partidas longe da Vila serão contra Botafogo-SP, Goiás, Chapecoense, Ituano, Coritiba e Sport. Antes de voltar a jogar na Vila, na próxima segunda (23), às 21 horas, contra o Novorizontino, o Peixe encara o Botafogo em Ribeirão Preto. Para o jogo desta quinta (19), às 21h30, no Estádio Santa Cruz, o Santos não contará com o atacante Otero, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Coelho. Nacho Laquintana e Pedrinho são as opções imediatas para a ponta direita do ataque no confronto contra o Pantera. Nas demais posições, Carille deve manter o time que vem atuando nos últimos jogos. Reforços que não jogam ou não são relacionados Na reabertura da janela para o segundo semestre, o treinador ganhou reforços, mas alguns não têm sido relacionados ou, se são, não entram em campo ou jogam poucos minutos. Questionado sobre o fato, Carille justificou que alguns atletas estão sem ritmo de jogo, dando a entender que dificilmente serão aproveitados nesta Série B. E deu esperança ao meia Miguelito, que fez bons jogos pela Bolívia nas duas últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. “O Renan e Diógenes (goleiros) vou alternar. Os outros jogadores precisam de intensidade maior. O Yusupha vinha de férias, dois anos no Catar, um futebol com intensidade lá embaixo. O Billy (Arce) vem treinando, tecnicamente muito bom, mas cobrando intensidade com e sem bola. O Miguelito teve um período com a gente. Um garoto com talento muito grande, mas jogando por dentro teve dificuldades. Pedi vídeo para nosso pessoal com ele jogando aberto pela direita. Para mim é uma novidade. Talvez facilite, porque não fica de costas para o volante, vem por dentro, pega a bola de frente. Uma alternativa. O Souza concentrou, mas tirei ele por ter o Hayner, que joga dos dois lados, e o Luan Peres, que já jogou de lateral”. “Se não gostassem, eu já estaria fora” Mostrando-se tranquilo com o respaldo que garante receber da direção santista, Carille disse não se abalar com a pressão que vem de fora do clube. “O externo eu não consigo controlar. O interno estou bastante tranquilo. Terminou o jogo da Ponte (empate em 2 a 2, na Vila), o presidente estava nos Estados Unidos e me ligou. Ficamos minutos conversando. Com o Gallo, o Paulo (Bracks), o Marcelinho (Teixeira). O externo eu não escuto, não leio, não falo. Faz mais de 10 anos que não olho minhas redes sociais. O interno está muito controlado. Gostam do trabalho. Se não gostassem, eu já estaria fora”.